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quarta-feira, 17 de junho de 2015

"Desordem por Défice de Atenção e Hiperactividade"

De caráter muito prático, é útil para pais e professores de crianças com défice de atenção e hiperatividade.
Inclui uma parte inicial mais teórica sobre as características mais comuns e sobre as causas do défice de atenção e passa, depois, para informações mais práticas relacionadas com o diagnóstico e com a intervenção em casa e na escola.
No final, entre outros anexos importantes, podem encontrar uns quadrados de comportamento originais (fotocopiáveis) e os respetivos autocolantes para utilizar como reforço.

Autoras: Harvey C. Parker
Ano: 2003 (Ed. Portuguesa)
Editora: Porto Editora

Fonte: Crescer Especial - Livros

"No Seu Mundo"


Para ver o resumo do livro, clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=dq7bE1emePI&feature=player_embedded

"Autismo – Compreender e agir em família"

“Autismo – Compreender e agir em família”, destinado a todos aqueles que lidam com bebés e crianças com Perturbações do Espectro do Autismo (PEA).
Nesta nova obra, Laurie A. Vismara, Geraldine Dawson e Sally J. Rogers, as três autoras americanas e criadoras do revolucionário programa de intervenção precoce em crianças com autismo – Modelo Denver, procuram oferecer informação, ferramentas e estratégias para utilização durante as interações diárias com as crianças, no seu ambiente natural.
Os pais, como principais intervenientes, desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das crianças com PEA – são tão eficazes como os terapeutas no ensino de competências importantes afetadas pelo autismo – e é por isso essencial que comecem a agir desde que a doença é diagnosticada aos seus filhos. Os desafios de aprendizagem do autismoprecoce são explicados neste livro, e os pais e educadores são orientados no desenvolvimento de estratégias adequadas para ajudarem os mais pequenos a explorar e desfrutar do mundo da melhor maneira possível.
Ao longo das páginas são contadas histórias reais de sucesso e dadas a conhecer diversas atividades construídas e adaptadas, todas elas através da aprendizagem nas rotinas típicas do dia-a-dia, como o banho, as refeições e em particular nas brincadeiras e nos jogos. Implementar atividades que ajudem a expressar desejos, sentimentos e interesses através da linguagem corporal são alguns dos métodos explicados e desenvolvidos pelas especialistas.
De fácil leitura, o livro “Autismo – Compreender e agir em família” ajuda os cuidadores de crianças com esta perturbação a estimularem a sua capacidade de aprendizagem. Cada capítulo foi concebido para abordar as perguntas, preocupações e desafios que os pais/outros cuidadores de crianças com autismo experimentam.
As autoras reforçam também que obter a melhor ajuda profissional dever ser o mais importante a ter em mente, por isso dedicam o primeiro capítulo a este tópico.
Principais conteúdos abordados na obra “Autismo – Compreender e agir em família”:
o Como as crianças aprendem
o Como funciona a intervenção precoce
o Os desafios únicos de aprendizagem associados ao autismo
o Como captar a atenção
o Como encontrar diversão nas rotinas sociais sensoriais
o Como criar interações recíprocas
o A importância da comunicação não-verbal
o Como ajudar a criança a aprender através da imitação
o Partilhar interesses com os outros
o A hora de brincar
o Passagem para a fala
Fonte: http://www.bigmae.com/

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Está lançado o primeiro livro sobre processamento auditivo em Portugal

Distúrbio atinge 5% das crianças, tendo consequências no sucesso académico, na socialização e, em alguns casos, na gaguez e dislexia, diz Cristiane Nunes, do CIEC.


A perturbação de processamento auditivo (PPA) atinge 5% das crianças portuguesas, tendo consequências no sucesso académico, na socialização, na realização das tarefas do dia-a-dia e, em alguns casos, na gaguez e na dislexia. O Serviço Nacional de Saúde ainda não financia os exames e o tratamento deste distúrbio, caracterizado pela incapacidade em interpretar sons. A área de estudo chegou a Portugal em 2008 através da fonoaudióloga Cristiane Nunes, que acaba de publicar o primeiro livro dedicado ao tema no país. A obra é baseada no doutoramento feito no Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) da UMinho.
Esta publicação vem preencher uma lacuna científica e literária existente num país onde “nem sequer existiam testes de avaliação e profissionais a trabalharem na área”. A tese de doutoramento começou pela elaboração de testes padronizados para a população portuguesa, recorrendo a uma amostra de 60 crianças dos 10 aos 13 anos – a base de dados contém hoje mais de 500 pacientes. A seleção dos participantes foi “demorada”, principalmente devido à confusão generalizada entre PPA e surdez. A investigadora Cristiane Nunes realça a diferença: “Enquanto uma pessoa surda nem sempre consegue detetar os sons, a que tem PPA apresenta dificuldade em interpretar o que ouviu e perceber mudanças acústicas rápidas. Além disso, costuma demorar mais tempo para processar a informação que passa pelo nervo auditivo”.
Hein? Pode repetir?
Os resultados obtidos a partir dos testes padrão desenvolvidos no CIEC mostram que as crianças com problemas de audição apresentam maior dificuldade no desempenho escolar, na comunicação, na leitura, na escrita e na articulação. Mais especificamente, 83% dos participantes com baixo desempenho nos testes de PPA tinham notas inferiores aos restantes colegas. “Alguns não conseguiram repetir, por exemplo, um conjunto de números depois de os ter ouvido ou distinguir entre sons curtos, longos, agudos e graves. Isso tem implicações na leitura, escrita, fala e na forma como a informação é interpretada”, afirma.
Os sintomas associados variam em função da idade e da intensidade da perturbação. Em crianças com menos de 5 anos, verifica-se um atraso na aquisição da fala e, especialmente, dos sons “r” e “l”. Daí trocarem muitas vezes “prato” por “plato”, por exemplo. A partir dos 7 anos, recorrem a expressões como hein? e quê?, são mais distraídos e não percebem de imediato o que dizem o professor e os colegas em contexto de trabalho de grupo. Sem tratamento, o problema arrasta-se para a vida adulta, tendo repercussões no sucesso profissional, social e amoroso. 
Consultas resolvem quase todos os casos
Os diagnósticos podem ser obtidos a partir dos 6 anos. A quase totalidade das crianças normaliza após a realização de exercícios e técnicas que estimulam a formação de novas conexões no nervo auditivo. O segredo está no tratamento precoce da perturbação, diz a especialista, que no seu livro recomenda o envolvimento dos educadores no processo de deteção. “Há testes do CIEC capazes de detetar os casos mais graves. Se fossem aplicados no início do 1º ciclo, poder-se-ia eliminar pelo menos metade das ocorrências. O objetivo é identificar os alunos mais afetados e reencaminhá-los para um audiologista ou terapeuta da fala”, realça. O tratamento personalizado pode, por exemplo, ajudar em caso de gaguez e atraso na linguagem, além de munir as crianças disléxicas de estratégias para melhorar a sua leitura e escrita. 

A PPA é discutida desde a década de 1950 nos EUA e, pelo menos, desde 1980 no Brasil. Por cá, o tema é pouco abordado. “O Estado não comparticipa os exames e o tratamento, serviços que também só estão disponíveis em cinco ou dez locais. Ainda há um longo caminho a fazer”, reforça. “É preciso sensibilizar os pais, os educadores, os psicólogos e a sociedade civil para a gravidade desta perturbação na vida das pessoas afetadas”, conclui.
Por Catarina Dias, In Jornal Online da UMINHO

terça-feira, 28 de abril de 2015

Mais Forte do Que Eu, de Ana Rodrigues e Nuno Lobo Antunes

Sugestão de leitura...
Sinopse

" Sou o Vasco. Tenho 7 anos. Gosto de jogar à bola. Gosto da minha família. Muitas vezes fico de castigo, porque me porto mal. Na escola, tudo leva muito tempo. É difícil ficar quieto. Queria não fazer tantas asneiras. Mas não é fácil. Eu queria, juro. Mas a minha cabeça anda sempre a mil à hora e o meu corpo vai atrás".

O Vasco é assim. Mas também o Manuel, o Diogo, a Inês e a Catarina. Há milhares de crianças e adolescentes portugueses com Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA). É um nome comprido para uma perturbação complexa, que tendemos a banalizar chamando-lhe "hiperactividade". O rótulo não é justo. Nem é justo olharmos para essas crianças, vê-las em roda livre e rotulá-las grosseiramente: mal-educadas. Não são. Têm pais que genuinamente se preocupam, que se interrogam, que não sabem mais o que fazer (ou nem sequer sabem que o filho tem PHDA). É a eles, e aos professores, que se destina este livro. Porque se criaram muitos mitos em torno da perturbação e é preciso desmistificá-los um a um. Neste livro, vamos conhecer o que a ciência nos diz sobre este distúrbio, perceber os sintomas e como se faz o diagnóstico, falar da medicação, do acompanhamento, discutir o que se pode fazer em casa e na escola. Vamos olhar para a PHDA de diferentes ângulos, porque é uma perturbação que exige esse esse olhar multifocal.