sábado, 26 de março de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
Os desafios do autismo na idade adulta
Muito se fala de crianças autistas, mas a grande maioria já são
adultos, que enfrentam a vida com várias limitações.
Bruno toca piano e faz teatro. Monólogos de dez minutos, "uma quantidade de texto que para qualquer um de nós seria dificílimo decorar", segundo a mãe, Felismina Viana. Também faz voluntariado, a verificar as datas de validade dos produtos doados e armazenados no banco alimentar. Não há número a ganhar bicho que lhe escape. E preocupa-se com os outros: "as validades são muito importantes, porque aquilo pode ser perigoso", diz numa cadência muito própria por via do síndrome de Asperger, que lhe foi diagnosticado em miúdo. Ainda mal falava mas já conhecia as marcas dos carros e as matrículas todas do bairro, além de ter uma tendência para o isolamento que alertou os pais para "qualquer coisa que não estava bem". Hoje Bruno tem 31 anos, um curso de informática, outro de teletrabalho, e apesar da prodigiosa memória e da capacidade de desempenho, nunca conseguiu arranjar trabalho.
Em Portugal, aproximadamente uma em cada mil crianças nasce com uma perturbação do espetro do autismo. Destas, um quarto sofrem de um défice moderado, conhecido como autismo altamente funcional ou síndrome de Asperger, que se manifestará sobretudo numa desadequação comportamental e social. Irão estudar, poderão ir para a faculdade e especializar-se mas dificilmente terão a autonomia de um adulto. "As questões comportamentais hipotecam quase sempre as suas capacidades", reconhece Piedade Líbano Monteiro, diretora da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger e mãe de um jovem com uma perturbação do espetro do autismo de 21 anos.
(...)
Por Vanessa Fidalgo, in CM
Para ler o artigo na íntegra clique AQUI
O Governo vai criar um Grupo de Trabalho para melhorar o enquadramento legal da Educação Inclusiva
O Conselho de Ministros realizado no Dia Nacional do Estudante acolheu um pacote de medidas governativas que incidem sobre a Educação em todos os níveis de Ensino.
São cinco as medidas de política educativa nacional que o Conselho de Ministros adotou e que se inscrevem no quadro de concretização do Programa de Governo para a legislatura que cabe ao Ministério da Educação assegurar.
Educação inclusiva
4) Portugal subscreveu, e bem, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas em 13 de dezembro de 2006.
Embora tendo feito um notável percurso nesta área, importa assegurar o aperfeiçoamento e a dimensão estruturante da designada Educação Especial.
Assim, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e com o Ministério da Saúde, cria um Grupo de Trabalho com a missão de melhorar o enquadramento legal da Educação Inclusiva, adequando-a às reais necessidades educativas especiais dos alunos.
5) Os alunos do ensino não superior vão ter o seu «suplemento ao diploma», que valorizará e certificará todas as atividades educacionalmente relevantes que o aluno realiza, em contexto escolar, sejam de formação para a cidadania, de artes ou desporto ou ainda a sua participação em órgãos de gestão e atividades de associativismo juvenil e estudantil.
A aposta numa escola pública com qualidade passa, pois, por reforçar o enriquecimento do currículo em todos os domínios, da dimensão pessoal e social ao mundo dos conhecimentos, de forma a garantir a inclusão e o progresso escolar dos alunos.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Jornadas Educativas "Pensar a Educação... 2016"
O Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva organiza, em parceria com o Centro de Formação EduFor e a colaboração da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, as Jornadas de Formação intituladas Jornadas Educativas "Pensar a Educação... 2016", a realizar nos dias 30 de abril e 7 de maio de 2016, no Auditório Municipal Carlos Paredes, em Vila Nova de Paiva.
A frequência das Jornadas, nas condições de acreditação, reveste a forma de um curso de formação (a aguardar acreditação junto do CCPFC) de 13 horas, e destina-se a Educadores de Infância, Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Educação Especial.
O período de inscrições decorre até 15/04/2016.
Para mais informações consultar a página de apoio às jornadas (aqui).
Para inscrições e informação adicional, ver EduFor.
INCLUSO
sábado, 19 de março de 2016
Subsídio de Educação Especial vai voltar a ser atribuído mediante avaliação médica
A notícia foi avançada à Renascença pela
deputada do PS Idália Serrão no programa “Em Nome da Lei”. O programa vai ser
transmitido este sábado a partir do meio-dia.
A decisão do Governo vem na sequência de mais de meio milhar de sentenças judiciais, que declararam a ilegalidade da medida tomada pelo anterior Executivo.
quarta-feira, 16 de março de 2016
"A Linguagem do Coração". Um filme emocionante na área da surdocegueira
Quem é capaz de, numa primeira troca de olhares, ver a alma de alguém? Mesmo que um animal selvagem - ou uma menina cega. Entre a irmã Marguerite e Marie foi apenas uma troca de sentidos, de duas mãos - o bastante pra mudar as suas vidas pra sempre. "A Linguagem do Coração" é um dos filmes mais belos que eu já vi. Mostra a história verídica de Marie Heurtin, cega e surda, e incapaz de se comunicar, e a amizade com a irmã Marguerite, que lhe ensinou a linguagem dos sinais. Além da belíssima trilha sonora de Sonia Wieder-Atherton e uma fotografia primorosa, o filme destaca a ótima atuação da jovem Ariana Rivoire. Uma curiosidade: a personagem - mostrada no filme como uma adolescente -, segundo a história, que aconteceu no fim do século 19, era uma menina de 10 anos. A atriz que interpreta Marie, Ariana Rivoire, também é surda e se comunica por sinais.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Valor: 80 Euros
No próximo mês de abril, irá realizar-se, nas nossas instalações, a Formação: Dislexia - da Sintomatologia à Intervenção
No próximo mês de abril, irá realizar-se, nas nossas instalações, a Formação: Dislexia - da Sintomatologia à Intervenção
Destinada a Psicólogos, Professores, Educadores, Terapeutas da Fala e outros profissionais de saúde e educação, terá a duração de 7 horas e realizar-se-á no dia 30 de abril.
O formador será o Professor Doutor Octávio Moura, psicólogo, investigador e revisor cientifico, docente e especialista nas áreas deDislexia e Dificuldades de Aprendizagem. (http://octaviomoura.com/)
A Formação é organizada pelo CAIPeD e a mesma realizar-se-á na Rua da Quinta, Lote 108, R/C - Fracção D, Aldeamento de Santa Clara, Leiria.
Caso necessitem de mais informações, não hesitem em contactar o:geral@caiped.pt
Como é ler com dislexia? Experimente e perceba melhor
Victor Widell queria perceber o nível de concentração necessário para ler quando se sofre de dislexia. "Uma amiga que tem dislexia descreveu-me o que sente quando está a ler", escreveu Widell. "Ela consegue ler, mas é preciso muita concentração e parece que as letras saltam de um lado para o outro". Estas são as frases com que Widell inicia o texto de uma demonstração de como é ler com dislexia.
A demonstração, que pode ser consultada aqui, foi criada pelo programador Victor Widell, que se apercebeu de que não seria muito difícil criar algumas linhas de código em JavaScript que baralhassem e voltassem a baralhar as letras das palavras numa página da Internet.
Widell optou por manter a primeira e última letra de cada palavra no seu lugar para não tornar a leitura totalmente impossível, tornando apenas necessário que se use muita concentração.
Com o código desenvolvido pelo programador Victor Widell, o jornal digital Quartz desenvolveu uma pequena aplicação de JavaScript que permite aplicar o "dislexificador" a qualquer página web. Basta arrastar a palavra "Dyslexia" nesta página para a barra de favoritos, e posteriormente clicar na hiperligação da barra de favoritos quando se estiver na página à qual se quer aplicar o código.
A dislexia é uma perturbação da aprendizagem que afeta a leitura e a escrita.
In DN Sociedade, 07 DE MARÇO DE 2016
domingo, 13 de março de 2016
GUIA PARA APLICAÇÃO DE CONDIÇÕES ESPECIAIS NA REALIZAÇÃO DE PROVAS E EXAMES
Foi publicado o GUIA PARA APLICAÇÃO DE CONDIÇÕES ESPECIAIS NA REALIZAÇÃO DE PROVAS E EXAMES - JNE 2016: Necessidades educativas especiais; Problemas de saúde; Incapacidades físicas temporárias.
Síntese, das condições na realização de provas e exames por alunos com necessidades educativas especiais
In INCLUSO
Cérebro de autistas percebe movimentos mais rápido
Sensibilidade ajuda a explicar a irritação de pessoas com o transtorno em ambientes cheios e barulhentos.
Crianças
autistas percebem movimentos duas vezes mais rápido do que crianças sem o
transtorno. Essa foi a conclusão de um estudo publicado este mês no Journal of Neuroscience, importante publicação científica americana. A
descoberta pode parecer estranha, mas ela dá pistas fundamentais para explicar
alguns comportamentos típicos de autistas.
Segundo o cientista Duje Tadin, professor
de ciências cognitivas na Universidade de Rochester e um dos autores do estudo,
essa maior sensibilidade a movimentos pode justificar porque os autistas ficam
tão incomodados com muito barulho ou claridade. Ela também pode estar associada
a déficits comportamentais.
“Vemos o autismo como um distúrbio social
porque crianças com essa condição geralmente têm dificuldade de interagir, mas,
às vezes, deixamos de lado o fato de que tudo o que sabemos sobre o mundo,
sabemos a partir de nossos sentidos. Se uma pessoa vê ou ouve de maneira
diferente isso pode ter um efeito relevante na interação social”, afirmou Tadin
em nota divulgada pela universidade.
Estudos anteriores já haviam mostrado uma maior
sensibilidade de visão dos autistas, mas este é o primeiro a avaliar a
percepção de movimento. O estudo contou com a participação de 20 crianças
autistas e 26 crianças com o desenvolvimento normal. Os autores pediram que
elas assistissem vídeos nos quais barras brancas e pretas se mexiam e
indicassem para qual direção as barras estavam indo (esquerda ou direita).
Se a criança acertasse, o vídeo seguinte
era mais curto, aumentando o grau de dificuldade. Se errasse, era mostrado um
mais longo. Dessa maneira, os pesquisadores mediam a velocidade com que a
criança era capaz de perceber a direção das barras. No caso dos vídeos com
pouco contraste (pouca diferença entre barras brancas e pretas), os dois grupos
de crianças tiveram desempenho similar. No entanto, com o contraste mais alto
(diferença acentuada entre branco e preto) os autistas identificaram a direção
duas vezes mais rápido que o grupo controle.
“Essa capacidade dramaticamente melhor de
perceber movimentos é uma pista de que o cérebro de pessoas com autismo
continua respondendo mais e mais conforme a intensidade aumenta”, explicou em
nota Jennifer Foss-Feig, pesquisadora da Universidade de Yale, que também
participou do estudo. Esse hiperestímulo também está ligado à epilepsia, um
problema muito comum em crianças autistas – estima-se que cerca de um terço dos
autistas também sofram de epilepsia. A resposta intensa aos estímulos no
autismo também pode ser uma razão para a introspecção dos indivíduos.
In http://revistacrescer.globo.com/
quarta-feira, 9 de março de 2016
Pode um gato mudar a vida de uma menina autista?

A amizade com o gato Thula fez Iris Grace expressar-se como nunca tinha acontecido antes. As pinturas da menina de seis anos com autismo severo já conquistaram vários coleccionadores de arte. Agora, a história deu origem a um livro.
Antes de ler este texto, o melhor é assistir ao vídeo acima, numa espécie de exercício de “ver para crer”. A história de amizade entre Iris Grace e o seu gato Thula tem tanto de enternecedora como de improvável. E depois de mudar a vida da menina de seis anos com autismo (e do gato) deu agora origem a um livro com pinturas, ilustrações, fotografias e pormenores da narrativa que já encantou o mundo.
Iris foi diagnosticada com autismo severo quando tinha apenas um ano de idade. Durante muito tempo, parecia viver num mundo isolado e só dela — quase não falava e raramente sorria. Os pais tentaram várias abordagens. Fez hipismo e não gostou, teve um cão como companhia e não reagiu. Um dia, em 2014, os pais decidiram adoptar um gato de raça Maine Coon e tudo mudou.
A empatia entre Iris e Thula foi imediata e a menina, já apaixonada por cavaletes e tintas, começou a comunicar como nunca tinha feito antes: “Eles sentam-se ao lado um do outro enquanto Iris pinta e novas portas de comunicação foram abertas, portas que achávamos estarem fechadas para sempre”, conta a mãe Arabella Carter-Johnson, fotógrafa e responsável pelo livro agora publicado e à venda na Amazon.
Thula está presente em todos os momentos da vida de Iris: o tempo da pintura, os passeios de bicicleta e de barco, o banho e até mergulhos na piscina. E ver Iris sorrir deixou de ser uma missão impossível. “Ela oferece companhia, amizade e ajuda-me a incentivar Iris a interagir”, explica a mãe ao site Bored Panda.
Os quadros coloridos da menina têm sido elogiados por vários colecionadores de arte do Reino Unido, onde ela vive, e vários foram mesmo comprados. E a ligação de Iris ao mundo proporcionada pela pintura é apenas uma das vantagens conseguidas: o exemplo, diz a mãe, pode ajudar a consciencializar mais pessoas para o autismo, uma doença que só no Reino Unido afectará cerca de 100 mil crianças. “Quando somos pais ou professores de meninos com autismo estamos constantemente a tentar encontrar a maneiras de interagir com elas e a chave para entrar no mundo deles”, relata ao site My Modern Met.
O caso despertou a atenção de órgãos de comunicação social um pouco por todo o mundo e o programa The One Show, da BBC, esteve recentemente na casa da menina britânica.
O livro agora editado “não é a história de uma menina prodígio ou génio (apesar de a Iris ser quase de certeza as duas coisas)", lê-se na descrição do livro, "é a narrativa de como um vínculo impressionante entre um gato e uma criança salvou uma família”. Talvez as técnicas usadas por estes pais não resultem com outra criança, ressalvam, mas a mensagem sobre a diferença e o incentivo ("há sempre uma solução") podem ajudar muitas famílias.
In http://p3.publico.pt/
terça-feira, 8 de março de 2016
Tommy Hilfiger cria linha de roupa para crianças com incapacidades físicas
Linha
“inclusiva” foi criada em parceria com a organização dedicada à moda inclusiva
Runway of Dreams.
Para esta Primavera/Verão, a marca norte-americana Tommy Hilfiger tem duas
colecções de roupa infantil praticamente iguais. Uma tem peças de roupa com
botões e fechos normais, outra tem camisolas e calças com ímanes ou velcro, cós
e comprimentos de mangas e calças ajustáveis – é a primeira colecção de
designer com 22 peças adaptadas para rapazes e raparigas com incapacidades
física.
“É incrivelmente inclusiva”, diz a
designer Mindy Scheier, da organização Runway of Dreams, sobre a nova linha, ao site Today.com. “Torna o processo de se vestirem fácil.
Ou, se uma criança não se consegue vestir sozinha, facilita o processo para os
progenitores ou cuidadores”, atesta.
Scheier criou a Runway of Dreams em 2013
depois de tentar encontrar roupas “normais” para o filho Oliver, que sofre de
distrofia muscular. Desde então pegou em várias peças de lojas
norte-americanas, adaptou-as e começou a contactar marcas e designers de moda.
“Se pensarem sobre isso, temos departamentos de roupa para pessoas pequenas, só
com tamanhos grandes ou até roupa para animais. Mas não temos nada para esta
comunidade. Penso que isso é o próximo passo natural. Vai ser o nosso novo
normal”, acredita Scheier.
Num artigo para a revista Time, Scheier deixa um apelo: “É altura de a indústria
se juntar e mudar. Ver este mercado como uma oportunidade entusiasmante de
envolver novos compradores, mas mais importante do que isso, criar impacto”.
A colecção de Tommy Hilfiger inclui
pólos, camisas, t-shirts, vestidos ejeans e está disponível na
loja online desde terça-feira. Os preços variam
entre os 18,50 e os 42,50 dólares (16,85 e os 38,70 euros), os mesmos da
colecção infantil já existente.
Por Life&Style
segunda-feira, 7 de março de 2016
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