terça-feira, 5 de julho de 2016

Criança difícil não existe!


Menininha autista dá lição sobre preconceito em bilhetes para a mãe: é de fazer chorar


Uma cartinha escrita pela pequena Cadence, menina autista de apenas sete anos, viralizou na Internet e deu uma verdadeira lição sobre preconceito. O post, compartilhado pela mãe em sua página do Facebook chamada "I am Cadence" (Eu sou Cadence) já teve mais de mil compartilhamentos.
A carta é, na verdade, um diálogo com a mãe, e começou com Cadence perguntando se ter autismo fazia dela uma menina má. A mãe questionou as razões da pergunta e ela então respondeu que muitos adultos dizem que é difícil para os pais terem filhos com autismo. "Nasci com autismo, mas não nasci má", escreveu.
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O diálogo levou a mãe às lágrimas e ela resolveu compartilhá-lo como forma de alertar para o que os filhos andam ouvindo de outros adultos, na escola, na comunidade em que vivem ou até mesmo dos próprios pais. "Que aprendizados elas estão internalizando a partir dessas mensagens", questionou. No mesmo post ela falou ainda sobre as diferenças sensoriais da filha, enfatizando que, como muitas crianças autistas, ela ouve, vê e observa todos os detalhes ao seu redor. Veja na íntegra:
- O autismo faz com que eu seja má?
- O que faz você se perguntar se o autismo te faz má?
- Os adultos sempre dizem que é difícil ser mãe ou pai se seu filho tem autismo e dizem na TV que seu autismo pode machucar as pessoas. E que crianças autistas precisam ser colocadas separadamente para manter os outros seguros. 
- Você acha que eu acredito que essas coisas são verdadeiras?
- Não.
- O que você acredita?
- Eu não gosto de magoar as pessoas. Eu não gosto de ser assustadora. Eu nasci com autismo, mas não nasci má. Você está chorando?
- Sim. Tenho lágrimas de felicidade por você saber o que é verdade. E tenho lágrimas de tristeza porque há muitas pessoas que não sabem.
In http://www.bolsademulher.com/

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Parques Infantis do Concelho de Lisboa vão Ser adaptados para Crianças com Deficiência

Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou por unanimidade, dia 21 de junho, a recomendação do BE para a adaptação dos parques infantis do concelho para crianças com deficiência

Para que um parque infantil seja inclusivo deve ter equipamentos adaptados para crianças com deficiência, assim como a zona circundante ao parque infantil deve também ser acessível a pessoas com deficiência, como por exemplo o estacionamento, o piso rebaixado e o pavimento deve ser adequado.
In http://www.theuniplanet.com/

sábado, 25 de junho de 2016

II Encontro Internacional de Educação Especial


A melhoria das práticas educativas no âmbito da Educação Especial passa, entre outras iniciativas, pela divulgação e reflexão sobre as intervenções que no dia a dia, professores, educadores e outros profissionais levam a cabo, procurando desenvolver o potencial existente em cada criança ou jovem com necessidades educativas especiais.
O  "II Encontro Internacional de Educação Especial: contributos para a intervenção”, inserido no âmbito do projeto PROATIVOS[1], pretende,  ser uma oportunidade para divulgar e partilhar experiências desenvolvidas em contextos reais de trabalho que se mostraram ferramentas eficazes na resposta educativa a alunos com necessidades educativas especiais. A esta vertente pragmática pretendemos juntar a necessária reflexão e os contributos teóricos capazes de enquadrar e fundamentar a ação.
Ao organizar este encontro, esperamos favorecer a troca de saberes e experiências essenciais para uma efetiva atualização de conhecimentos, fundamentais para uma resposta de qualidade num cenário onde são imensas as dificuldades, mas também grandes os desafios. Implicar os professores e os outros profissionais, os pais e a sociedade em geral na busca de respostas de qualidade e na divulgação de boas práticas, é essencial para continuarmos a abrir os trilhos da verdadeira inclusão!
Inscrições a decorrer!
Veja AQUI

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O LADO EMOCIONAL DA DISLEXIA

As crianças com Dislexia estão em risco! Não só em termos académicos, como também em termos emocionais. Com efeito, quando se fala em Dislexia, uma das áreas que habitualmente colhe menor atenção é o seu lado emocional, muitas vezes ofuscado pela busca do sucesso escolar.
De entre os sintomas emocionais associados à Dislexia, o que mais frequentemente surge é a ansiedade. O temor provocado pelo balbuceio aquando da leitura em voz audível, a dificuldade constatada em decifrar o enigma que acabaram de soletrar, o embaraço causado pela delonga na materialização de um trabalho ou as linhas vermelhas que sublinham e ampliam os inúmeros erros que deixaram gravados no papel são meros exemplos do tormento que as crianças com Dislexia diariamente enfrentam. Emergem sentimentos de insegurança, de desapontamento, de fúria, e, até mesmo, de resignação e de conformidade, que, na verdade, não são mais que fases de um processo de luto silenciosamente tumultuoso. Esta coleção de ineficiências é diagnosticada pelas próprias crianças como uma “síndrome de incompetência” e a tendência natural será, por motivos óbvios, a de evitarem as situações que as ameaçam.
Uma criança com Dislexia está também vulnerável às reações negativas dos que estima. À incapacidade de atingir as metas que traçou para si mesma, junta-se a confirmação refletida no rosto dos outros.
Se, por um lado, a criança compara-se e é comparada pelos e com os colegas. Por outro, pais e professores percebem que não está a aprender a ler ou a escrever e, frequentemente, avançam justificações, “é uma criança inteligente... Se se esforçasse mais...”, desconhecendo, porém, o real esforço empreendido. Estas ideias são exacerbadas pelas inconsistências características da Dislexia, responsáveis por flutuações no desempenho; por vezes, a criança consegue executar as tarefas propostas, tal qual os seus pares e, no momento seguinte, quando confrontada com uma atividade semelhante, já não a consegue completar. Para a criança, persiste a convicção de que, se o seu problema dependesse do esforço, conseguiria atingir o que almeja. Uma vez consumida, em vão, toda a energia de que dispõe, resta-lhe acreditar que as dificuldades advirão da sua reduzida capacidade.
O problema acentua-se pelo facto de que a Dislexia, enquanto dificuldade de aprendizagem específica da leitura, indica, por definição, que estas crianças cometerão erros e assim serão repetidamente confrontadas com o seu fracasso. Uma criança com Dislexia será sempre uma pessoa com Dislexia, apesar da sua manifestação poder adotar novos formatos. As dificuldades serão tão mais difíceis de tornear em anos escolares mais avançados em que a escola faz superiores exigências e o suporte parental é menor. Não obstante, assiste-se, em paralelo, ao desenvolvimento de um conjunto de crenças baseadas nas experiências de aprendizagem a que foi exposta.
A chave para a redução dos sintomas emocionais das crianças com Dislexia reside no fornecimento do apoio apropriado, fornecendo-lhe experiências tão positivas quanto possível. É imprescindível contrariar a abordagem baseada na busca do erro e avançar com a constatação das capacidades e progressos que a criança revela. Só deste modo, poderá reverter-se o ciclo de fracasso numa espiral de sucesso, edificando sentimentos de crescente autoestima e motivação, como motor de mais sucesso.
Uma criança necessita de congratular-se pelos seus triunfos. Quanto mais cedo o conseguir fazer, maiores serão os benefícios!
Carla Cohen
In http://lifestyle.sapo.pt/

terça-feira, 21 de junho de 2016

Três aplicativos para estimular a Linguagem



Muito tem sido falado sobre o uso de aplicativos para favorecer o desenvolvimento de algumas habilidades em pacientes com autismo, deficiência intelectual, entre outras.
Tais recursos podem e devem ser usados para que estas habilidades sejam desenvolvidas, mas é importante ter uma ideia clara de qual o objetivo de oferecê-los às crianças. 
Alguns destes aplicativos permitem trabalhar aspectos importantes ao desenvolvimento da linguagem (desde que direcionados pelo adulto) como:

Troca de turnos comunicativos: Minha vez, sua vez; 
Conceitos: grande/pequeno, encima/embaixo, etc...
Nomeação: Frutas, animais, objetos, cores, etc...
Letramento: Identificar nomes de animais e objetos; Escrever com letras móveis; 
Percepção auditiva: Som dos bichos, músicas, etc...
Percepção visual e espaço temporal: Quebra cabeça, mesmo objeto em diferentes tamanhos. 

Vale ressaltar que é na interação entre a criança e seus parceiros dialógicos que a linguagem se desenvolve, por isso, um dos objetivos principais dos jogos apresentados aqui é servir como estratégia para a interação com a criança. 
Pensando nisso selecionei alguns aplicativos que permitem a alternância de turnos comunicativos, nomeação, percepção visual e auditiva. 

Troca de Turnos: basta combinar com a criança que ela irá colocar uma peça e você a outra, ou executar uma ação e depois será a sua vez. 
Nomeação: Durante o jogo podemos vá nomeando as peças, partes do corpo, objetos ("Vou colocar a orelha.").

Percepção Auditiva: Chamar a atenção da criança para o som do animal e seu nome, emitidos pelo aplicativo ao final do jogo. 

Animals Puzzle For Kids

Aplicativo gratuito, disponível em: 
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.iabuzz.puzzle4kidsAnimals

Plush Hospital - Pet Doctor

Aplicativo gratuito, disponível em: 
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.tapps.plushhospital

Monte o Bicho

Aplicativo gratuito, disponível em: 
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.cuca.studio.monteobicho

In Fonoaudiologia em Foco

Dirlene Moreira 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A importância dos limites!

É o mais novo que atira o prato da sopa ao chão, ou o mais velho que não para de dizer “só mais cinco minutos” depois de lhe pedirmos para desligar a Playstation. Os nossos filhos estão constantemente a desafiar as regras que nós definimos, pelo que não é de admirar que muitos pais percam o ânimo e se interroguem: valerá a pena o esforço?
Ninguém disse que educar era uma tarefa fácil”, refere a psicóloga Teresa Paula Marques, diretora clínica da Academia de Psicologia da Criança e da Família, “e esse é o grande desafio da paternidade”. Portanto, sim, o esforço valerá certamente a pena, “uma vez que o resultado final é um ser humano equilibrado e feliz”.
À primeira vista pode parecer que as regras e os limites são invenções dos adultos, para diminuírem o caos na sua vida e tornarem mais fácil a tarefa de criar os filhos. Mas a verdade é que são essenciais para os miúdos, e, longe de os castrar e de lhes esmagar o espírito, são necessárias para que possam desenvolver-se e prosperar. “As crianças precisam de regras e limites. Precisam de crescer ‘balizadas’, ou seja, precisam que alguém as oriente, para que consigam distinguir claramente o certo do errado. Uma criança sem regras nunca poderá ser um adulto emocional e socialmente equilibrado”, diz Teresa Paula Marques.
por Rosa Cordeiro Segunda, 16 Maio 2016
http://www.paisefilhos.pt/
Artigo na íntegra AQUI

Fica a ressalva...


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Alunos do 3º ano criam jogo para ajudar colega autista



Alunos do 3º ano do Centro Educativo da Ventosa, em Torres Vedras, criaram o jogo "Queres jogar comigo" para ajudar Afonso a comunicar com eles.
Veja o vídeo AQUI
http://www.tvi24.iol.pt/

Conferência/debate "Alunos com CEI: e depois da escola"

Inserida nas atividades planeadas no âmbito do CRI da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, vai realizar-se a conferência/debate "Alunos com CEI: e depois da escola". Irá realizar-se no dia 25 de junho de 2016, entre as 09:30 e as 13:00, na Escola Secundária de Quinta das Flores/Conservatório de Música de Coimbra e reúne as condições para ser reconhecida como Ação de Curta Duração, de 3 horas, nos termos do Despacho n.º 5741/2015, de 29 de maio.

 (Atenção alteração do local de realização) Escola Secundária D. Duarte. 
Inscreva-se aqui. Limite máximo de 60 participantes (30 por Cfae).

Livros para escutar (e ver)…

… mas não substituem a leitura em papel. Convidamos autores, ilustradores, tradutores e às vezes as respectivas proles para nos emprestarem a voz. Basta clicar na capa de cada um dos livros e ver o que acontece. (Se não acontecer nada, experimente mudar de browser. Se não resultar, envie-nos um comentário a reclamar.)
Nas versões mais antigas, só gravávamos as vozes. Nas mais recentes, a começar no livro Eu Acredito, de David Machado e Alex Gozblau, já filmámos as leituras. Mas as ilustrações estiveram sempre lá. Ou seja, cá.
In http://blogues.publico.pt/
Veja AQUI