sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Livro - Pessoas com deficiência em Portugal
Sinopse
A deficiência pode ser perspectivada de formas diversas, cada uma delas com
potenciais de emancipação distintos para as pessoas com deficiência. Na
sociedade portuguesa a deficiência tem sido reduzida às incapacidades dos
corpos e a uma narrativa fatalista de tragédia pessoal. Segundo este modelo de
entendimento, as restrições e obstáculos vivenciados pelas pessoas com
deficiência resultam directamente das suas supostas limitações funcionais. Tais
concepções têm validado a construção da imagem das pessoas com deficiência como
sujeitos passivos e dependentes, o silenciamento das suas vozes e alimentado
políticas sociais opressoras e excludentes das pessoas com deficiência em
Portugal. O presente ensaio pretende abrir uma reflexão sobre esta realidade,
de forma a contribuir para um questionamento cultural e sociopolítico dos
fenómenos de menorização, opressão, pobreza e exclusão social vivenciados pelas
pessoas com deficiência na sociedade portuguesa e para a construção de novos
caminhos emancipatórios.
Através Blog OLHARES
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Filme sobre uma menina surda que sonha ser bailarina tem emocionado o mundo
Tamara é uma animação que conta a história de uma menina surda que sonha em ser bailarina.Um sonho que no olhar de muitos parece impossível. O filme é curtinho mas aborda uma questão muito simples e importante: o sujeito surdo é um sujeito em potencial, tudo vai depender das oportunidades e do olhar que lançarmos sobre ele.
O curta foi produzido pelo studio House Boat Animation e dirigido por Jason Marino e Craig Kitzmann.
Assista ao filme:
O curta foi produzido pelo studio House Boat Animation e dirigido por Jason Marino e Craig Kitzmann.
Assista ao filme:
BY DHAENA1950 · 4 OUTUBRO, 2016
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
10 filmes que abordam a inclusão de pessoas com deficiência
Para garantir a efetiva inclusão de crianças e adultos, é necessário que as deficiências sejam lidas em um contexto de diversidade, assumindo que todos temos perfis e necessidades específicas e aprendemos cada um a nossa maneira.
Para contribuir com essa reflexão, o Centro de Referências em Educação Integral selecionou filmes que têm como tema a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência. As obras podem ser um excelente disparador para debater, em sala de aula e também em família, a necessidade da construção de uma sociedade inclusiva.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Afonso, Alexandre e João são “meninos especiais” com histórias em papel
Cada livro da colecção “Meninos Especiais” conta a história de uma criança com necessidades especiais. O Afonso tem um atraso global de desenvolvimento. O Alexandre tem síndrome de X frágil. O João ainda não tem diagnóstico. Escritores e ilustradores foram desafiados a conhecer estes meninos e a entrar nos seus mundos reais.
AQUI In PUBLICO
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
terça-feira, 25 de outubro de 2016
A PIRÂMIDE DE APRENDIZAGEM DE WILLIAM GLASSER
Você sabia que quando ensinamos, é quando mais aprendemos? Conheça a pirâmide de aprendizagem de William Glasser.
O psiquiatra americano William Glasser (1925-2013) aplicou sua teoria da escolha para a educação. De acordo com esta teoria, o professor é um guia para o aluno e não um chefe .
Glasser explica que não se deve trabalhar apenas com memorização, porque a maioria dos alunos simplesmente esquecem os conceitos após a aula. Em vez disso, o psiquiatra sugere que os alunos aprendem efetivamente com você, fazendo .
Além disso, Glasser também explica o grau de aprendizagem de acordo com a técnica utilizada.
Esta é a pirâmide de aprendizagem:
Segundo a teoria nós aprendemos:
- 10% quando lemos;
- 20% quando ouvimos;
- 30% quando observamos;
- 50% quando vemos e ouvimos;
- 70% quando discutimos com outros;
- 80% quando fazemos;
- 95% quando ensinamos aos outros.
A teoria de William Glasser vem amplamente sendo divulgada e aplicada pro professores e pedagogos mundo afora, é uma das muitas teorias de educação existentes, e uma das mais interessantes, pois ela demonstra que ensinar, é aprender!
“A boa educação é aquela em que o professor pede para que seus alunos pensem e se dediquem a promover um diálogo para promover a compreensão e o crescimento dosestudantes ” (William Glasser)
Fonte: http://professoracoruja.com.br/
Autismo: o João é escritor, mas deseja ser médico
O João é autista. Nunca falou, em 19 anos de vida, mas escreve. E bem, segundo a Porto Editora, que editou o seu livro “O Menino de Deus”, que valeu um prefácio de Valter Hugo Mãe. "O João não fala. O João não anda na escola. O João não lê. O João não vê televisão e nunca usou um computador, tablet ou telefone. Mas desde pequeno que começou a escrever em português e noutras línguas. Escreve sobre tudo o que acontece na actualidade, fazendo dissertações sobre o futuro da humanidade, educação, política, relações afectivas e espiritualidade. Ele escreve como se tivesse acesso à informação de uma forma que desconhecemos." É assim que a autora do projecto "Dá-me a Minha Voz", Sara Correia, descreve o João, cujo autismo foi diagnosticado quando tinha apenas dois anos. Actualmente, o sonho de João é libertar-se das suas limitações físicas e tornar-se médico holístico. O autismo é um disturbio neurológico que afecta um número crescente de pessoas em todo o mundo. "Compreender o autismo é um desafio que nos obriga a evoluir como seres humanos. Acredito que estas crianças têm dentro delas uma inteligência universal, demasiado grande para caber neste mundo, mas que se impõe para que se renove a esperança num futuro melhor. É preciso entender que a transformação que os autistas estão a provocar nos outros leva a uma evolução que precisa de acontecer nas pessoas, no mundo. O João e todos os outros autistas com quem tenho tido o privilégio de me cruzar, ensinaram-me isto." A exposição do projecto de Sara Correia inaugurou a 19 de Outubro, no Maus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural, no Porto.
In P3.PUBLICO.PT
Fica o livro "O menino de Deus" para quem ainda não conhece:
Veja AQUI a sinopse
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Workshop “Animation4All”
O CINANIMA apresenta o workshop "Animation4All - Experimentar, Fazer e Aprender" para professores e Educadores do Ensino especial.
Veja o cartaz AQUI
Através Blog DeAr Lindo
domingo, 23 de outubro de 2016
Ensino especial vai ter planos individuais e mais tempo em sala
Escola pública conta com cerca de 70 mil alunos com
necessidades educativas especiais.
O Ministério da Educação vai criar novas regras para o
ensino especial que passam, por exemplo, por criar planos específicos para
estes alunos quando as abordagens tradicionais falham ou obrigar as escolas a
incluí-los mais tempo nas salas de aula com os restantes colegas. A chamada
"escola inclusiva 2.0" é uma reforma ao decreto-lei 3/2008, que
regula a educação especial desde há quase uma década, e tem como objetivo
garantir uma "escola em que as crianças não estão apenas integradas, mas incluídas
em sala de aula, em ambiente de aprendizagem com os colegas, sem
desinvestimentos nos apoios necessários", adiantou ao DN o secretário de
Estado da Educação, João Costa.
Na prática, explica Luísa Ucha, coordenadora do grupo
de trabalho que deverá em novembro fazer chegar ao governo as propostas de
alteração legislativa, o objetivo é criar abordagens "que permitam a cada
aluno atingir o seu potencial". Isso passa por "centrar na
escola" e na sala de aula o trabalho com os alunos, num trabalho "multidisciplinar,
envolvendo família, professores e técnicos", que permita, por exemplo,
"caso as abordagens convencionais não resultem, elaborar planos
específicos para cada aluno". Passa também pela redução do tempo passado
por alunos com necessidades educativas especiais nas chamadas "unidades
especializadas", que foram criadas para facilitar a integração destes
estudantes no ensino regular. Novidades que surgem numa semana em que o Centro
de Apoio ao Desenvolvimento Infantil - CADin debateu problemas de desenvolvimento
como o espetro do autismo e a hiperatividade e défice de atenção, numa
conferência que termina hoje em Lisboa, no ISCTE (ver texto ao lado).
Numa altura em que cerca de 70 mil alunos com
Necessidades Educativas Especiais (NEE) estão integrados nas escolas regulares,
sendo já residual o número de estudantes em escolas especiais, o peso dado por
muitas escolas a estas unidades tem sido motivo de críticas. Por exemplo, num
relatório sobre Portugal divulgado em abril, o Comité da ONU sobre os Direitos
das Pessoas com Deficiência contestou o tempo excessivo que muitos estudantes
passam nestes espaços, separados dos colegas.
O governo já deu um sinal a este respeito, exigindo
que os alunos com NEE passem pelo menos 60% do seu tempo letivo integrados na
sala de aula para que as escolas possam beneficiar da redução do número de
alunos por turma. E preveem-se mais novidades para estes serviços
especializados nas diferentes deficiências. "Estas unidades foram muito
importantes na altura em que trouxemos os alunos todos para as escolas, porque
a escola precisa de recursos", diz Luísa Ucha, ressalvando não "estar
em causa" a continuidade destas estruturas. "Mas agora há uma
evolução, que resulta do conhecimento do tipo de trabalho, da análise crítica
que as pessoas fazem do que a criança aprende dentro e fora da unidade",
explica. Não quer dizer que dentro da escola não se possam dar apoios e
respostas mais individualizados", ressalva. "Agora, passar o dia
dentro da unidade não é boa resposta".
Ao DN, o Ministério da Educação garante também que
"nunca" esteve em cima da mesa a extinção destes serviços. Mas admite
que está em discussão "a necessidade de existirem respostas mais flexíveis
do que a simples colocação de alunos nas unidades de apoio especializadas, melhorando
o leque de respostas inclusivas. Estas unidades devem ser consideradas como
centros de recursos para promover competências e aprendizagens numa perspetiva
de inclusão e não uma alternativa a essa inclusão". David Rodrigues,
presidente da pró-inclusão - Associação de Professores de Educação Especial,
concorda que este tem sido um obstáculo à real inclusão dos alunos: "Há
unidades que realmente funcionam como sendo unidades de inclusão, no sentido de
que proporcionam aos alunos oportunidades de inclusão e outras que não
funcionam. Tornam-se um pouco guetos dentro das escolas", diz.
As alterações ao decreto 3/2008 não se esgotam nestes
temas. Luísa Ucha explica que as propostas ainda não estão fechadas, mas já
estão definidas "à partida" algumas prioridades, integradas no
objetivo de procurar respostas "individualizadas" eficientes para
todos os alunos: "Não queremos dar muito enfoque à deficiência ou à
Necessidade Educativa Especial mas a outra coisa: às medidas de apoio à
aprendizagem que permitam que determinado estudante aprenda. O objetivo da
escola é ensinar". Medidas comuns a todos os alunos, como a anunciada
flexibilização dos currículos, também são encaradas como essenciais.
In DN, 23-10-2016
sábado, 22 de outubro de 2016
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