terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Vendas de ritalina duplicaram em sete anos


Psiquiatras e psicólogos criticam banalização do uso do medicamento para tratar a hiperactividade e défice de atenção.

As vendas do medicamento habitualmente utilizado para tratar perturbações de hiperatividade e défice de atenção (PHDA), o metilfenidato, cuja designação comercial é ritalina, duplicaram entre 2010 e 2016. Segundo o Jornal de Notícias deste domingo, em 2010 venderam-se 133 mil embalagens daquele que é conhecido como “comprimido da inteligência”, porque ajuda as crianças a concentrarem-se e a melhorarem os seus resultados escolares. Um número que mais que duplicou em 2016, quando as vendas rondaram as 270 mil embalagens.

Ainda assim, o diário, que cita dados fornecidos pela consultora QuintilesIMS e pelo Infarmed (a autoridade que regula e supervisiona o mercado dos medicamentos) nota que em 2016 houve uma descida de vendas face a 2015, quando o número de embalagens vendidas atingiu as 283 mil. No entanto, (...) também nota que surgiu no mercado uma nova molécula para tratar as mesmas perturbações, a atomoxetina, cujas vendas mais que duplicaram de quatro mil embalagens em 2015 para nove mil em 2016.
“São muitas as crianças medicadas porque foram consideradas desatentas e problemáticas. O que era exceção tornou-se habitual”, declarou o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, considerando que se trata de “um exagero”.

“Só em casos extremos se deveria recorrer a fármacos”, disse (...) o bastonário da Ordem dos Psicológos, Francisco Miranda Rodrigues. O especialista defende que o efeito da medicação “não proporciona uma mudança de comportamento” e sustenta que a intervenção psicológica nas crianças poderia corrigir grande parte dos problemas.

O responsável pelo Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro Carvalho, adiantou que o tema é motivo de preocupação e adiantou que há muitos pais que se queixam aos médicos que os filhos são hiperativos, instáveis ou irrequietos. Mas o psiquiatra frisou que “o sofrimento mental na criança é muito inespecífico” e que estas podem apresentar “os mesmos sintomas para uma grande variedade de situações”, pelo que não significa forçosamente que tenham PHDA.

O responsável pela consulta de hiperatividade no Centro de Desenvolvimento em Coimbra, José Boavida Fernandes, defende que o metilfenidato pode ser um protetor social da criança ao evitar outros comportamentos problemáticos. Se a perturbação existe e afeta a vida da criança por um longo período de tempo, o melhor é medicar, mas é preciso fazer um bom diagnóstico e evitar os “maus usos da medicação”, alerta.


O pediatra também assegura que “o metilfenidato tem um padrão de segurança e eficácia enorme” e que “não há um único estudo científico que alerte para efeitos negativos e já lá vão mais de 50 anos de uso”.

Im Público, por Incluso

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Guia para Aplicação de Condições Especiais na Realização de Provas e Exames – JNE 2017

Aceda ao documento AQUI


Os alunos ao abrigo do DecretoLei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, na sua redação atual, prestam as provas e os exames previstos para os restantes examinandos podendo, no entanto, sob proposta do professor titular de turma/conselho de docentes ou do diretor de turma/conselho de turma, ser autorizada a aplicação de condições especiais na realização das provas de avaliação externa e nas provas de equivalência à frequência.

A aplicação das condições especiais previstas no Regulamento das provas de avaliação externa e das provas de equivalência à frequência do ensino básico e secundário depende do perfil de funcionalidade do aluno, tendo por referência as condições aplicadas ao nível da avaliação interna ao longo do ano letivo e contempladas no programa educativo individual (PEI).

A solicitação de condições especiais deve ser expressa através de requerimento, formalizado pelo diretor da escola em plataforma eletrónica, a disponibilizar para o efeito pelo JNE em http://area.dge.mec.pt/jneac, entre os dias 15 de fevereiro e 17 de março, data a partir da qual a plataforma será encerrada, não permitindo novos registos, alteração de dados já inseridos ou submissão de documentos.

Os documentos necessários ao processo de realização de provas e exames que legitimam a aplicação de condições especiais são o PEI, a ata do conselho de docentes/turma, com a formalização da proposta de aplicação de condições especiais, e o respetivo despacho de autorização. As condições especiais autorizadas para a realização de provas finais de ciclo ou exames finais nacionais são também aplicáveis na realização de provas de equivalência à frequência.

Por INCLUSO, Publicada por João Adelino Santos à(s) domingo, fevereiro 12, 2017 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Como é que os neurónios se organizam quando aprendemos a tocar piano?

Cientistas de Portugal e dos EUA explicam o que acontece no cérebro na aprendizagem de uma nova capacidade motora. Os resultados podem ser importantes para melhorar desempenho das interfaces cérebro-máquina.

Primeiro sozinhos, depois em grupo para aperfeiçoar a técnica. Esta parece ser a estratégia usada pelos neurónios quando são estimulados a aprender uma nova tarefa motora. Usando dados de um estudo anterior realizado com macacos ligados a uma interface-cérebro máquina, os investigadores perceberam como é que os neurónios coordenavam a sua actividade para desempenhar uma tarefa e desenvolveram um algoritmo. Estes resultados podem aperfeiçoar o desempenho das interface cérebro-máquina que ligam o cérebro a um dispositivo externo (como um braço robótico, por exemplo) e permitem que alguém paralisado consiga fazer determinados movimentos apenas com o poder da mente.

No comunicado de imprensa da Fundação Champalimaud sobre o estudo, recorre-se à imagem de alguém a aprender a tocar piano para explicar os resultados obtidos. Podia ser qualquer outra nova tarefa motora. Rui Costa, investigador do Centro Champalimaud e um dos autores do artigo, usa a imagem de alguém a aprender a jogar ténis. Na verdade, no estudo realizado em 2009, que serve de base ao artigo agora publicado na revista Neuron por investigadores de Portugal e dos EUA, os macacos tinham de aprender a mover um cursor num computador.

Marcelo alertou para as carências na área da deficiência mental



(RTP/09 Fev, 2017)

Hiperatividade, ciência versus facebook

Nem tudo o que mexe é hiperativo, nem todos os que sonham têm défice de atenção. Mas destruir um fármaco com “cultura de facebook” é demasiadamente leviano
Houve um aumento na prescrição de metilfenidato para o dobro, entre 2010 e 2014. Podem existir várias explicações, desde exagero de prescrições até melhor diagnóstico e medicação de crianças e jovens que necessitavam mas não o estavam a tomar. Por outro lado, o melhor conhecimento dos problemas de dispersão, falta de concentração e atenção, e de hiperatividade pode justificar o aumento. Especulação à parte, o que se sabe, sim, é que embora haja crianças medicadas inutilmente, é grande o número das que precisam e não estão medicadas e, entre as que estão, a esmagadora maioria colhe benefícios.
Recomenda-se este fármaco quando há uma perturbação da concentração e atenção que afete a vida das crianças de forma significativa, para lá do normal cansaço, má gestão dos estímulos artificiais que desviam a atenção ou da irrequietude natural das crianças e jovens, sobretudo do sexo masculino. Nem tudo o que mexe é hiperativo, nem todos os que sonham têm défice de atenção! As crianças, vivendo num mundo “entre quatro paredes”, precisam de se expandir, de se mexer. No entanto, a incapacidade de concentração num estímulo, sobretudo abstrato, desviando--se para “qualquer mosca que passe” faz com que a criança retire muito pouco das aulas, se sinta mais distante do “filme” que está a passar na sala de aula e invente outras coisas, mexendo-se, perturbe os outros e se comporte de modo hiperativo, sendo disruptivo para a aula e prejudicando gravemente o seu próprio processo de aprendizagem, ou então mergulhe na sua vida interior e se abstraia. Acresce que estar constantemente a ser admoestado e de castigo, ver as notas aquém do que sabe ser possível, ler apenas metade do cabeçalho e responder impulsivamente de modo incompleto, diminuem a autoestima, causam tristeza e geram problemas sociais e psicológicos. 
Os benefícios da terapêutica, que pode ser instituída por um pediatra ou neuropediatra e que não necessita de ser baseada em testes e exames, vão ajudar o processo de aprendizagem e permitir à criança o desenvolvimento das suas capacidades. 
O argumento de que “é um químico” é anedótico porque o cérebro funciona, exatamente, com mediadores químicos, e nos casos de hiperatividade e défice de atenção, dispersão e impulsividade, esse mediador está em falta. Com o crescimento o cérebro arranjará outras formas de funcionamento e não é precisa medicação para a vida toda, como alguns ignorantes dizem. Além disso, é boa prática as crianças interromperem a medicação nas férias letivas; a ideia de que se fica “preso a uma droga” é mais um dos mitos urbanos veiculados na Internet.
Quanto a contraindicações, nas redes sociais há pessoas que gostam muito de dizer que “é veneno”. Dá vontade de rir – leiam a bula do ibuprofeno ou do paracetamol, que dão aos vossos filhos e verão a “galeria de horrores”. Com o metilfenidato os efeitos colaterais são raros e, salvo exceções, resumem-se a situações transitórias e breves de baixa de apetite ou pequenas insónias. 
O metilfenidato não dá “superpoderes”, apenas faz render melhor as capacidades naturais a estas crianças. Não ficarão engenheiros, pianistas ou escritores com o medicamento se não tiverem esses talentos, mas podem nunca vir a ser engenheiros, escritores ou pianistas, tendo esses talentos, por não conseguirem estudar, concentrar-se e andarem toda a escolaridade a saltitar de “mosca para mosca”, irritando os professores, enervando os pais e diminuindo a sua autoestima. E se pensássemos numa coisa chamada Ciência? Talvez valha mais do que o diz-que-diz das redes sociais…

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 Mário Cordeiro, pediatra, Fevereiro 2017

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Reportagem Especial - O meu lugar não é aqui


Duarte, Rodrigo, Jorge, David e Pedro. São cinco jovens em idade escolar, com uma característica especial: são todos ‘sobredotados’. Todos sentiram, em algum momento do percurso académico, que a escola não respondia às suas necessidades. A Reportagem Especial desta semana mostra-lhe os desafios que enfrentam os alunos ‘sobredotados’ nas escolas portuguesas.

Por Blog De Arlindo

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

25 máscaras de feltro para economizar na fantasia das crianças

Haja criatividade para inovar na folia com os pequenos. Opções de caracterizações divertidas não faltam, mas nem sempre aquela que mais gostamos é a mais adequada. Roupas com muitos apetrechos ou penduricalhos, por exemplo, podem deixar os pequenos desconfortáveis e atrapalhar a brincadeira. As máscaras são uma ótima alternativa para isso, pois com poucos recursos elas já compõem o visual.
Por isso, o Catraquinha preparou uma lista de máscaras feitas de feltro que você pode reproduzir em casa e economizar na folia com muita criatividade e imaginação. Inspire-se...

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A mais dura disciplina do curso: acompanhar famílias especiais

Programa de apoio a famílias com crianças com deficiências profundas arrancou nesta semana em Leiria, dedicado aos estudantes do ensino superior. Vinte voluntários inscritos.

"Quem é o rapaz mais giro da sala, hã?" À pergunta da professora Graça Morgado respondem os sorrisos de Yulian e David. É uma das poucas formas que têm de comunicar com o mundo, ambos com paralisia cerebral, 8 anos de vida, duas das seis crianças que frequentam a Unidade Especializada de Apoio à Multideficiência, numa sala da Escola Correia Mateus, em Leiria.
É janeiro frio e o primeiro dia de Adriana como voluntária do programa de Apoio a Famílias Especiais. A partir de agora, pelo menos uma vez por semana, a jovem estudante do primeiro ano de Terapia da Fala vai ajudar a cuidar daquelas crianças, pronta para encarar a alimentação por sonda, as fraldas, as crises. Dias antes, numa sala de reuniões da Câmara de Leiria, entre cerca de 20 voluntários inscritos, foi ela a única que se prontificou a ingressar naquela que será a mais "dura" das três salas que integram este programa.
IN dn, 27 DE JANEIRO DE 2017
Veja o artigo na íntegra AQUI

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Registados 7200 novos casos de hiperatividade por ano no país


É a perturbação mental mais vezes identificada em crianças e jovens.


A hiperatividade é a perturbação mental mais diagnosticada em menores de idade. Estima-se que afete 7 por cento de todas as crianças e adolescentes em Portugal, o que corresponde a cerca de 120 mil situações identificadas. Todos os anos são diagnosticados cerca de 7200 novos casos. 

Com frequência, a hiperatividade e défice de atenção são confundidos com a falta de concentração – por falta de empenho – e comportamento indisciplinado – por falta de educação dada pelos pais. A hiperatividade caracteriza-se pela impulsividade, dificuldade da pessoa em manter a atenção e o autocontrolo. 

Uma pessoa hiperativa sente ainda dificuldade em gerir a frustração e as funções cerebrais que permitem atingir objetivos, como a capacidade de planeamento, memória de trabalho, organização e a gestão de tempo. Este tipo de perturbação neurológica afeta ambos os géneros, embora haja alguma diferença na manifestação dos sintomas. 

"Os rapazes são mais agitados e, como tal, os sintomas de agitação motora são mais marcados e evidentes. As raparigas apresentam sobretudo sinais de desatenção, sintomas que passam mais facilmente despercebidos, porque não perturbam o outro", diz (...) Rita Silva, neurologista no Hospital D. Estefânia (Lisboa). 

A hiperatividade não é a característica mais marcante ou a que causa maior desajustamento, mas sim a desatenção, que, ao manifestar-se nos diferentes contextos sociais, tem um impacto na qualidade de vida, incluindo no rendimento escolar.
22-01-2017, In CM Sociedade

"Inclusão é sempre o ideal para o autista", diz neurologista

Radicado nos Estados Unidos há mais de 30 anos, o neurologista porto-alegrense Carlos Gadia é referência em autismo — transtorno de alta complexidade que afeta a interação social e a comunicação. Gadia, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), trabalha como diretor associado do Dan Marino Center, na Flórida, instituição criada a partir de uma doação milionária do famoso ex-jogador de futebol americano que dá nome à instituição — Marino é pai de um autista.
De passagem por Porto Alegre na última semana, Gadia conversou com o Vida sobre o diagnóstico e o tratamento do transtorno, caracterizado por comportamentos repetitivos e estereotipados, e ressaltou as principais dificuldades enfrentadas por profissionais e famílias no Brasil. De acordo com o especialista, há razão para otimismo na área científica: a manipulação genética logo deverá permitir abordagens individualizadas: 
— Num futuro bem próximo, será possível identificar, para uma criança específica, as substâncias que podem ser utilizadas para tentar normalizar a função neuronal. Isso poderá servir para diminuir a severidade dos sintomas ou, em algumas situações, ter um efeito mais generalizado no funcionamento cerebral. Haverá uma revolução.

Entrevista:
Ainda é difícil diagnosticar o autismo?
Em termos mundiais, o diagnóstico está se tornando cada vez mais precoce. No Brasil, existe ainda um déficit bastante grande na formação médica. O autismo raramente é citado durante a formação, nem aparece no currículo de faculdades de profissionais afins, como as de fonoaudiologia, terapia ocupacional ou psicologia. Existe uma necessidade muito grande de mudar isso. Mas o autismo já é, relativamente, de fácil identificação.

Os casos diferem muito entre si. Isso dificulta a identificação?
Até dois anos atrás, a classificação do autismo no DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na sigla em inglês) gerava uma grande confusão entre as famílias e os profissionais de saúde. Existiam definições de autismo, síndrome de Asperger, transtorno global do desenvolvimento. No DSM 5, isso foi substituído por um termo único, o transtorno do espectro do autismo. Agora estamos falando de um espectro muito amplo: temos desde crianças severamente afetadas, que não se comunicam e praticamente não têm nenhum tipo de interação social, até crianças que falam e têm capacidade de interação social. As mais severamente afetadas são mais facilmente reconhecidas. No passado, o que ocorria é que um número razoável dessas crianças acabava sendo considerada como tendo retardo mental, e se perdia o diagnóstico de autismo. A mudança da classificação foi muito útil, mas existem ainda dificuldades no diagnóstico e na avaliação das crianças mais funcionais.

A que sinais os pais e a escola devem estar atentos?
Historicamente, o que mais chama a atenção dos pais é o atraso na fala ou a ausência da fala. Infelizmente, em algumas situações, ainda existe a tendência de se tomar a atitude de esperar para ver. Não é incomum, diante de uma criança de dois anos que ainda não esteja falando, que o profissional diga para esperar até os três anos, ou que "meninos falam mais tarde do que meninas", ou "conheço várias crianças que também não falavam". Isso é inaceitável. Existem padrões claros do que é aceitável em termos de comunicação. Crianças que não estão falando palavras simples até os 12 meses de idade: isso não é aceitável, não é normal. É totalmente anormal e não aceitável crianças de dois anos não colocarem duas palavras juntas. Depois que elas são avaliadas, em geral os pais, em retrospecto, se dão conta de que antes já havia outros sinais: a criança não estabelecia contato visual, não respondia quando era chamada pelo nome, tendia a se isolar.

A escola regular é sempre o melhor lugar para o autista?

A inclusão é sempre a situação ideal. No entanto, requer que a escola esteja preparada para oferecer àquela criança o que ela necessita. Simplesmente colocá-la numa classe regular, sem nenhum tipo de intervenção apropriada, não é inclusão, é exclusão. A ideia de que todo autista deve ser incluído desde o início só é correta quando as escolas podem oferecer as intervenções necessárias. Infelizmente, no Brasil, isso é uma raridade.
In HZ Vida e Estilo

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Sugestão para melhor educar - Bullying

Uma lição importante explicada com apenas duas maçãs.

Veja o vídeo AQUI

Défice de atenção e perturbações do comportamento na escola e em casa: medicar ou não medicar?

É uma questão tão difícil de responder como a da pertinência de um antibiótico numa infecção. Há toda uma série de perguntas que precisam de ser respondidas primeiro.


Uma questão recorrentemente levantada por educadores, professores, pais, familiares e técnicos tem que ver com o uso de medicação em casos de "hiperatividade", quebra de rendimento escolar, modificações de humor e alterações do comportamento.

Toda a gente foi construindo alguma opinião a este respeito, informada por familiares, técnicos e, sobretudo, pela Internet. O ruído à volta deste tipo de questão pode ser particularmente alto, importando dados que muitas vezes não foram comprovados ou que já há muito foram desmentidos.

E não são só os leigos nestas matérias que podem ter opiniões baseadas em factos erróneos. Há cerca de um ano, quando a questão do excesso destas medicações dispensadas no nosso país foi levantada, alguém com responsabilidades nesta área descreveu o efeito "calmante" como o objetivo procurado pela medicação... estimulante!

Uma situação assim complexa não pode ser abordada de forma simples, e não se pode confundir sintomas, conjuntos de sintomas, perturbações e patologias.
In Público
Leia AQUI o texto na íntegra