domingo, 26 de março de 2017

"Rua Sésamo" vai ter nova personagem com autismo

Chama-se Júlia, tem autismo e é a nova personagem da série infantil que estreia em abril nos Estados Unidos.

O programa de televisão infantil "Rua Sésamo" vai contar com uma nova personagem: Júlia, uma menina de cabelo cor-de-laranja que é autista.
O programa chega aos Estados Unidos em abril e integra os personagens já conhecidos como o “Monstro das Bolachas” e o “Poupas”.
Relativamente ao papel de Júlia, pretende-se explicar e integrar o tema a um público-alvo mais jovem, numa altura em que o autismo atinge uma em cada 68 crianças nos Estados Unidos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte-americano.
A realizadora, Christine Ferraro, anunciou a nova personagem numa entrevista ao canal norte-americano CBS, no programa “60 Minutos”.
A grande discussão logo no início foi: 'Como é que fazemos isto? Como é que falamos sobre autismo?' É complicado porque o autismo não é uma coisa. É diferente em cada pessoa que tem autismo."

terça-feira, 21 de março de 2017

Jovem com síndrome de Down apresenta boletim meteorológico

Melanie Segard, com 21 anos, prova que é possível alcançar um sonho, mesmo com a doença que tem.


Melanie, uma jovem com síndrome de Down, apresentou pela primeira vez um boletim meteorológico na televisão. No Dia Internacional da Síndrome de Down, Melanie torna-se a prova viva de que é possível ser diferente e fazer coisas como outra pessoa qualquer.
A jovem de 21 anos concretizou o sonho de apresentar a meteorologia com a ajuda de uma petição online no Facebook, lançada por uma instituição de caridade francesa. Mais de 200 mil pessoas apoiaram a campanha.
Assim, depois de quatro dias de formação a jovem francesa apresentou o boletim meteorológico do canal France 2. 
Actualmente, Melanie trabalha numa fábrica, mas tem o sonho de ser maquilhadora profissional. Com a experiência espera conseguir apresentar o tempo no canal de notícias BFMTV. 
"Eu sou diferente, mas gostava de mostrar a todos que posso fazer milhares de coisas", disse durante uma entrevista ao Le Parisien. Melanie espera abrir portas a outras pessoas com deficiência. 
Veja o vídeo AQUI

sexta-feira, 17 de março de 2017

8º Encontro na Diferença subordinado ao tema “Uma mão cheia de sonhos. Eu tu e o mundo!"

A CERCILEI, Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Leiria, está a organizar o 8º Encontro na Diferença subordinado ao tema “Uma mão cheia de sonhos. Eu tu e o mundo! que irá decorrer nos dias 10,11 e 12 de Abril de 2017, no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria

Conta com um leque diversificado de especialistas, como Hernâni Carvalho, Álvaro de Campos, Eduardo Ramadas, Frei bento Domingues, Artur Delgado, Célia Sousa, Rogério Cação, Adelino Calado, Vitor Cruz, Anabela Graça, Maria JHosé Araújo, Carlos Poiares, Maria Louro, Ley Garcia, Jorge Rio Cardoso, David Rodrigues, Helena Pais Mamede, Paula Santos, Leonor Carvalho, Cristina Miranda, Ana Margarida Albano, Luis Borges, José Morgado, João Nazário, Carlos Neto, Rui Veiga, Bebiana Silva, Alexandre Lopes, Inês Duarte e Simão Marques que, com a sua sabedoria, enriquecem temáticas sobre: Educação, Família, Sociedade, Sonhos, Vida, Motivação, Escola, Intervenção Precoce, Terapias, Desporto, Deficiência Mental entre outras.


O encontro na Diferença inclui também 7 Oficinas de Trabalho no dia 12 de Abril: (RE)escrever(NOS) dinamizado por Ana Albergaria, A massagem de relaxamento no cidadão com deficiência por Magda Carneiro, Yoga Samkhya: energia positiva para extrair o melhor de mim! por Pedro Capinha, O teatro na comunidade por Féderic Cruz, Sentir os sonhos, sonhar o mundo? Dar sentido ao mundo através das artes por Dalila Vicente, Coaching escolar por Ricardo Cardoso e zelar por uma alimentação segura por Sara Esteves.

Está acreditada com 1 unidade de crédito pelo CCPFC Concelho Cientifico para docentes e aguardar acreditação para pessoal não docente, técnicos superiores, assistentes técnicos e assistentes operacionais.


Este Encontro formativo espelha a missão da Cercilei que pretende “promover a educação, reabilitação e inclusão sócio-profissional da pessoa com deficiência (…)”, não perdendo a oportunidade para proporcionar a participação dos nossos jovens nesta iniciativa através da apresentação de teatro e dança e na preparação/decoração do espaço.
Informações:
Programa disponível em www.cercilei.pt
Valor da acção: 15€
Telef: 244 850 970/965 • Fax: 244 850 971
Endereço eletrónico: geral@cercilei.pt
Por CERCILEI

quinta-feira, 16 de março de 2017

120 histórias infantis em áudio para baixar gratuitamente

Esta matéria é para quem tem filhos e adora contar histórias para eles, para quem trabalha em sala de aula e vive procurando histórias para encantar as crianças com o mundo da leitura, ou simplesmente para quem ama histórias infantis: Agora vocês têm a disposição 120 histórias em áudio para download gratuito! Isso mesmo!
As histórias, muitas delas clássicas e conhecidas por todos e outras menos conhecidas, mas igualmente encantadoras, foram disponibilizadas no site do Ministério da Cultura em um Banco de Dados de Objetos Educacionais bastante completo. Você pode pesquisar as histórias pelo nome, pelo autor ou simplesmente procurando um tema de seu interesse. É cada história mais fascinante que a outra e aposto que toda e qualquer criança vai se encantar!
Para fazer o download dos áudios, basta acessar o link abaixo:
120 historias infantis                                                                                                                                                                                            Por Revista Pazes -março 15, 2017

Grupo de Trabalho para a regulamentação do Grupo de Língua Gestual


Por publicação do Despacho n.º 2286/2017 procede-se à constituição de um Grupo de Trabalho para a realização do estudo da regulamentação profissional para a docência da língua gestual portuguesa.

A constituição de um Grupo de Trabalho para a realização do estudo da regulamentação profissional para a docência da língua gestual portuguesa.

O Grupo de Trabalho deverá ser composto por:
a) Um representante da Secretária de Estado Adjunta e da Educação, que coordenará os trabalhos;
b) Um representante da Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior;
c) Um representante do Secretário de Estado da Educação;
d) Um representante da Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência;
e) Um representante da Direção Geral da Administração Escolar;
f) Um representante da Direção Geral da Educação.
g) Um representante da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares.

A equipa de trabalho deverá promover, obrigatoriamente, a auscultação das associações representativas dos profissionais de lecionação de língua gestual, bem como outras entidades relevantes.

O Grupo de Trabalho deve apresentar um relatório final que cumpra os objetivos subjacentes à sua constituição.


Por INCLUSO

sexta-feira, 3 de março de 2017

Simpósios INCLUSÃO 2017

A Pró-Inclusão vai realizar na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCE-UP), mais um ciclo de Simpósios INCLUSÃO 2017.
À semelhança do que está a acontecer em Lisboa, acreditamos que estes finais de tarde serão igualmente espaços para conversarmos sobre temas atuais e caros a todos os profissionais da educação.

Horário - 17h30/20h00

Datas e palestrantes convidados:
8 de março
Sessão de Abertura: José Alberto Correia (Diretor da FPCEUP), David Rodrigues (Presidente da Pró-Inclusão-ANDEE) e Helena Costa Araújo (Vice Presidente do Conselho Científico da FPCEUP) 
Palestrante: João Costa - Secretário de Estado da Educação
Local: Auditório 2A (piso 1)

5 de abril
Palestrante: Rui Trindade - FPCE-UP
Local: Auditório 1 (piso 1)

3 de maio
Palestrante: Manuel Sarmento - Instituto da Educação - Universidade do Minho (IE-UM)
Local: Auditório 1 (piso 1)

7 de junho
Palestrante: José Luís Fernandes - FPCE-UP
Local: Auditório 1 (piso 1)

28 de junho
Palestrante: Isabel Menezes - FPCE-UP
Local: Auditório 1 (piso 1)

INSCRIÇÕES ABERTAS (clicar para aceder ao formulário de inscrição)
Lugares limitados, assegurem a vossa vaga!

Morada: FPCE-UP, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto

Através de INCLUSO

Recomendações sobre o Decreto-Lei n.º 3/2008



Por:
Luís de Miranda Correia Professor Catedrático Emérito, Universidade do Minho


As recomendações que se julgam fundamentais para a promoção de uma educação mais adequada e eficaz para as crianças e adolescentes com NEE, tendo em conta a remodelação do Decreto-Lei 3/2008, de 7 de janeiro, devem centrar-se, pelo menos, nos pontos seguintes:
  • Uniformizar conceitos que devem fazer parte da própria lei ou de uma subsequente regulamentação (ex.: inclusão, educação especial, necessidades educativas especiais (NEE); conceitos respeitantes às várias categorias que se inserem no espectro das NEE).
  • Tornar o DL 3/2008, de 7 de janeiro, simultaneamente mais abrangente (inserindo no seu preceituado todos os tipos de NEE) e mais específico (introduzindo os conceitos referentes a todos os tipos de NEE considerados).
  • Excluir do DL 3/2008, de 7 de janeiro, o Artigo 6.º, Ponto 3 (obrigatoriedade de se usar a CIJ-CJ para determinar a elegibilidade de um aluno para os serviços de Educação Especial e consequente elaboração de um programa educativo individual (PEI). Para além de Portugal ser um dos únicos países do mundo a exigir o uso da CIF-CJ em educação, sabe-se que, por não existir um corpo de investigação credível que advogue o seu uso, nem instrumentos de observação/avaliação adequados, uma maioria esmagadora de especialistas defende que a sua utilização em educação é perniciosa, lesiva dos direitos dos alunos com NEE. Sabe-se, também, que a maioria dos professores e outros agentes educativos (psicólogos, terapeutas, …) a usa por obrigação, sem realmente compreenderem o que estão a fazer (colocam as “cruzes” de uma forma absolutamente aleatória/subjetiva).
Leia AQUI a publicação na íntegra

Ser diferente...


quarta-feira, 1 de março de 2017

Quase um terço dos alunos com necessidades especiais estão no 1.º ciclo

Dos 78.175 alunos que no ano letivo de 2015/2016 frequentavam o ensino regular, estando identificados como tendo Necessidades Educativas Especiais (NEE), 27,8% estavam no 1.º ciclo de escolaridade, segundo dados divulgados então pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.
No conjunto eram 21.136 e destes só 2604 tinha um currículo específico individual, que é a medida para os casos mais severos de NEE e que prevê a adaptação do currículo às características e necessidades de cada aluno, substituindo as competências definidas para esse nível de ensino.
A medida educativa mais generalizada entre os alunos com NEE em todos os níveis de ensino estava identificada como sendo o apoio pedagógico personalizado. Seguia-se-lhe as adequações no processo de avaliação, que visa adaptar o modo como se avalia o aluno às crianças e jovens com NEE.
Considera-se que um aluno tem Necessidades Educativas Especiais quando apresenta dificuldades de aprendizagem e participação, devendo ser apoiado por professores e técnicos da educação especial. Entre as NEE existem as que são consideradas de caráter temporário, em que se incluem os alunos com problemas ligeiro de desenvolvimento e/ou aprendizagem. E as permanentes, que integram os estudantes com deficiência mental, problemas de cegueira e de surdez, entre outros.

Dificuldades com tarefas diárias
No ensino básico, o principal grupo de dificuldades, que abrangia 52.951 alunos, dizia respeito à utilização da linguagem. Em segundo lugar, com 47.012 alunos, surgiam os problemas com tarefas diárias (escolares, atividades lúdicas, entre outras apropriadas à sua faixa etária).
Já no ensino secundário, o principal problema que afetava os alunos com NEE eram o da mobilidade, o que inclui a utilização de cadeira de rodas ou canadianas, e que abrangia 9932 alunos. Seguia-se-lhe os problemas de autonomia, com 8906 afetados, e que incluem entre outros dificuldades na alimentação e na higiene.

No conjunto dos 78.175 alunos identificados como tendo necessidades educativas especiais, 46.638 eram rapazes. Na altura em que estes dados foram divulgados, o presidente da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, David Rodrigues, alertou para a possibilidade de se estar a classificar problemas de comportamento como NEE. “É provável que os rapazes apresentem mais frequentemente comportamentos desafiantes que acabam por afetar as aprendizagens e sejam por isso encaminhados para a educação especial”, disse.
In PUBLICO

Disléxicos aos sete anos? Pode existir um problema de sobrediagnóstico

Em 2016, escolas do básico receberam diagnósticos de dislexia relativos a mais 2 mil crianças. Júri Nacional de Exames alerta para a "precocidade" de diagnósticos no 1.º e 2.º ano e para o efeito "perverso" que prática pode ter nos alunos.
Com a realização de provas de aferição no 2.º ano de escolaridade, o que aconteceu pela primeira vez no ano passado, embora com caráter facultativo, emergiu uma realidade que o Júri Nacional de Exames (JNE) classifica como “preocupante”: o número de crianças que aos 7 anos estão diagnosticadas como tendo dislexia ou incapacidade intelectual.
Estas duas problemáticas estão enquadradas nas Necessidades Educativas Especiais (NEE), podendo os encarregados de educação dos alunos abrangidos requerer condições especiais para a realização de provas ou exames. No ensino básico foram apresentados 10.524 pedidos, sendo que 44% deles diziam respeito a alunos do 1.º ciclo de escolaridade.
Relativamente aos alunos que realizaram provas de aferição (2.º e 8.º ano) e para os quais foram solicitadas condições especiais, “verifica-se uma prevalência de 49% [3113] de situações assinaladas como incapacidade intelectual, sendo que destas 1887 foram diagnosticadas no 1.º e 2.º ano de escolaridade”, assinala o JNE no seu relatório sobre os exames de 2016, que foi divulgado nesta semana. Em 2016, foram realizadas 252 mil provas de aferição.
Em termos de prevalência, a dislexia aparece em segundo lugar, com 2035 registos, dos quais também “588 foram diagnosticados no 1.º e 2.º ano de escolaridade”, frisa o JNE.
Tanto a primeira situação como a segunda, tendo em conta a idade das crianças abrangidas, podem indiciar “uma eventual precocidade em alguns dos diagnósticos”, alerta este organismo, que no caso da dislexia lembra que, estando em causa crianças com seis ou sete anos, “podem não existir dados suficientes que consubstanciem um diagnóstico definitivo desta problemática”.

In PUBLICO
Ver artigo na íntegra AQUI

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Vendas de ritalina duplicaram em sete anos


Psiquiatras e psicólogos criticam banalização do uso do medicamento para tratar a hiperactividade e défice de atenção.

As vendas do medicamento habitualmente utilizado para tratar perturbações de hiperatividade e défice de atenção (PHDA), o metilfenidato, cuja designação comercial é ritalina, duplicaram entre 2010 e 2016. Segundo o Jornal de Notícias deste domingo, em 2010 venderam-se 133 mil embalagens daquele que é conhecido como “comprimido da inteligência”, porque ajuda as crianças a concentrarem-se e a melhorarem os seus resultados escolares. Um número que mais que duplicou em 2016, quando as vendas rondaram as 270 mil embalagens.

Ainda assim, o diário, que cita dados fornecidos pela consultora QuintilesIMS e pelo Infarmed (a autoridade que regula e supervisiona o mercado dos medicamentos) nota que em 2016 houve uma descida de vendas face a 2015, quando o número de embalagens vendidas atingiu as 283 mil. No entanto, (...) também nota que surgiu no mercado uma nova molécula para tratar as mesmas perturbações, a atomoxetina, cujas vendas mais que duplicaram de quatro mil embalagens em 2015 para nove mil em 2016.
“São muitas as crianças medicadas porque foram consideradas desatentas e problemáticas. O que era exceção tornou-se habitual”, declarou o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, considerando que se trata de “um exagero”.

“Só em casos extremos se deveria recorrer a fármacos”, disse (...) o bastonário da Ordem dos Psicológos, Francisco Miranda Rodrigues. O especialista defende que o efeito da medicação “não proporciona uma mudança de comportamento” e sustenta que a intervenção psicológica nas crianças poderia corrigir grande parte dos problemas.

O responsável pelo Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro Carvalho, adiantou que o tema é motivo de preocupação e adiantou que há muitos pais que se queixam aos médicos que os filhos são hiperativos, instáveis ou irrequietos. Mas o psiquiatra frisou que “o sofrimento mental na criança é muito inespecífico” e que estas podem apresentar “os mesmos sintomas para uma grande variedade de situações”, pelo que não significa forçosamente que tenham PHDA.

O responsável pela consulta de hiperatividade no Centro de Desenvolvimento em Coimbra, José Boavida Fernandes, defende que o metilfenidato pode ser um protetor social da criança ao evitar outros comportamentos problemáticos. Se a perturbação existe e afeta a vida da criança por um longo período de tempo, o melhor é medicar, mas é preciso fazer um bom diagnóstico e evitar os “maus usos da medicação”, alerta.


O pediatra também assegura que “o metilfenidato tem um padrão de segurança e eficácia enorme” e que “não há um único estudo científico que alerte para efeitos negativos e já lá vão mais de 50 anos de uso”.

Im Público, por Incluso