terça-feira, 27 de junho de 2017

Trissomia 21. Quando o cromossoma extra é o da dança


Quem cresceu com um primo como o Germano habituou-se a andar devagar na rua para acompanhar os passos mais lentos, habituou-se a festejar cada frase dita de forma a que todos na mesa a percebam e, o melhor, habituou-se a receber abraços sem porquês. Quem cresceu com um primo como o meu sabe o que é trissomia 21 mesmo antes de ser tema de novela da Globo e APPACDM há muito que passou a palavra dita sem gaguejar. Para quem não tem a sorte de ter um Germano na vida, damos uma ajuda. Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental é a desconstrução da sigla de uma instituição que decidiu comemorar os 55 anos oferecendo aos miúdos que apoia a oportunidade de fazer aquilo de que eles mais gostam.

“Temos teatro, temos culinária, temos natação. Mas dançar é o melhor de tudo”, explica Marta. “Faz bem”, acrescenta Carina, “ao corpo e à alma.” E é por isso que treinam há semanas para a gala de aniversário que acontece hoje na Fundação Champalimaud. “Nervoso? Não! Vai correr bem”, garante Pedro, enquanto arruma meticulosamente na caixa de cartão os sapatos que acabou de usar para dançar o tango.

Carina é o seu par nesta música e na vida. “Namoramos quase há um ano”, conta, puxando-a para mais perto. “Podemos fazer só mais uma vez?” Taísia, a professora, ainda tenta pôr um travão no entusiasmo, mas não vale a pena. Pedro volta à caixa de papel e em dois segundos já tem os sapatos de verniz calçados novamente. Carina, na outra ponta do palco, posa elegante em cima dos saltos altos pretos. A música começa e serve de embalo para que, com passos certeiros, se aproximem um do outro e permaneçam juntos até ao fim da canção. Ainda os últimos acordes se ouvem na sala e já a plateia de colegas aplaude de pé a performance. Pedro e Carina lançam-se de peito aberto e não há quem não fique sem um abraço. Daqueles de que falava no início.
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Jornal O SOL


Carteiras com pedal e fitballs são alternativas para alunos Hiperativos



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In Psicologia para Educadores

What is Autism



This man explains what is autism using digital animation

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domingo, 25 de junho de 2017

Indisciplina pode ser uma maneira de esconder dificuldades de aprendizagem

Trecho do filme "Como estrelas na Terra: toda criança é especial" (2007).

Vídeo exemplificativo do artigo recém publicado intitulado "Comportamento de esquiva: exemplo em sala de aula"
Veja o vídeo e artigo AQUI: https://goo.gl/RB2MhE.

In Psicologia para Educadores

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A cadela Mel vai à escola ajudar crianças com autismo

Projecto de terapia com cães em contexto escolar está em fase-piloto em Coimbra. Sessões ajudam a desenvolver a comunicação, a concentração e as competências sociais das crianças

Paulo tem um autocolante vermelho na mão direita e outro azul na esquerda. Ana Barbosa Ribeiro, a técnica de terapia assistida, aponta para Mel – que tem também autocolantes coloridos iguais nas patas – e vai perguntando a Paulo, com seis e a frequentar o 1.º ano, (a pedido da escola não o identificamos pelo seu verdadeiro nome) qual corresponde a qual. A Mel é uma cadela golden retriever de 18 meses especialmente treinada para ajudar crianças com dificuldades.

Estas sessões de cinoterapia fazem parte de um projeto implementado na Escola Básica do Tovim, em Coimbra, pelo Centro de Apoio Social de Pais e Amigos da Escola (CASPAE), uma Instituição Particulares de Solidariedade Social, e envolve atualmente quatro crianças com autismo. O projeto funciona em contexto escolar. Além da cadela Mel e da técnica de terapia assistida Ana Ribeiro, fazem parte do projeto uma psicóloga e especialistas do estabelecimento do Agrupamento de Escolas Eugénio de Castro, que tem uma unidade de ensino estruturado para autistas.

A psicóloga Cátia Rodrigues, coordenadora do projeto de cinoterapia, explica que, depois de feito o diagnóstico das crianças, o plano de intervenção é desenhado de acordo com a necessidade de cada uma. Mel ajuda as crianças a treinar a capacidade de concentração, as competências sociais e de comunicação. Um dos objetivos é que “aprendam a ter comportamentos nos momentos adequados, como um bom dia, uma boa tarde, [a fazer] contacto visual com o outro ou a ter uma postura corporal adequada ao que está a sentir na altura”. Outro dos aspectos trabalhados é a psicomotricidade, como a diferença entre esquerda e direita, em exercícios como os que Paulo faz com os autocolantes.

Veja a reportagem na íntegra AQUI

CONGRESSO NO PORTO - Ontogenia em Neurodesenvolvimento


Mais informações... view document
Por Blog DeAr lindo

Ideal para trabalhar as emoções:)


Vídeo AQUI
In Psicologia para Educadores

What is dyslexia? - Kelli Sandman-Hurley


Dyslexia affects up to 1 in 5 people, but the experience of dyslexia isn't always the same. This difficulty in processing language exists along a spectrum -- one that doesn't necessarily fit with labels like "normal" and "defective." Kelli Sandman-Hurley urges us to think again about dyslexic brain function and to celebrate the neurodiversity of the human brain.

Lesson by Kelli Sandman-Hurley, animation by Marc Christoforidis.

Transtorno do Espectro do Autismo


Veja o vídeo AQUI

Ele é Michael Phelps



Talvez você não conheça a história dele. Assista e descubra! 😀
Leia aqui o artigo mais comentado da semana https://goo.gl/HPkMF7

Veja o Vídeo AQUI

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Recomendação Para a Escola Inclusiva

"Muito em breve devem ser conhecidas as novas regras que vão alterar o Decreto-Lei 3/2008 e esta recomendação publicada hoje em Diário da República já deve focar algumas das coisas que podem mudar.
Aguardemos."
Através de Blog Arlindo

quarta-feira, 10 de maio de 2017

12 filmes imperdíveis que abordam a inclusão da pessoa com deficiência


1- Os Intocáveis (2012)
2- O Filho Eterno (2016)
3- Meu nome é Radio (2003)
4- Colegas (2012)
5- Hasta la Vista - Venha como você é (2011)
6- Cordas (2014)
7- Soul Surfer - Coragem de Viver (2011)
8- Sempre amigos (1998)
9- Uma lição de amor (2001)
10- Como eu era antes de você (2016)
11- A pessoa é para que nasce (2002)
12- Janela da alma (2001)
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Ensino especial. Cada vez há mais alunos a ir mais longe

Aos 19 anos, a frequentar o 11.º ano, Ana Filipa Silva ambiciona licenciar-se em Ciências Políticas e Sociais. Não desdenharia ser um dia deputada
Neste ano letivo, o número de alunos com necessidades educativas especiais a frequentar o ensino secundário disparou 18%, subindo para 13 mil.

Ana Filipa Silva, 19 anos, não é do género de se queixar. Quando lhe perguntamos se o facto de ser uma aluna com necessidades educativas especiais (NEE) lhe dificultou o percurso escolar, garante que a maior parte das barreiras foram autoimpostas: "No início, o problema fui mais eu. Tive de me adaptar, de me aceitar." No 11.º ano, é um dos 13 mil alunos com NEE que neste ano letivo frequentam o secundário. Um número ainda curto, mas que representa uma subida acentuada, de 18% (dois mil alunos), no espaço de um ano. Um sinal de que a deficiência começa a deixar de ser equiparada a uma sentença de baixas expectativas.

Filipa podia ser o modelo desta mentalidade. Tal como a personagem de Dickens, tem grandes esperanças. E não deixa que nada as abale. Nem a paralisia cerebral. Nem as contrariedades associadas, como o ano parcialmente perdido no 10.º devido a uma cirurgia com recuperação prolongada, que a deixou "presa ao gesso" durante longas semanas. Quer estudar Ciências Sociais e Políticas e espera, um dia, poder ser uma oradora, talvez uma deputada na Assembleia da República, a "dar voz aos que enfrentam desafios semelhantes". É praticante de boccia, "num pequeno clube que tem tido bons resultados", e espera um dia representar Portugal nuns jogos paralímpicos: "Em tudo o que meto é para levar a sério."

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