terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Calendário funcional do mês de dezembro - 2017

UM FILME SOBRE AUTISMO QUE TODOS DEVERIAM VER

Veja o filme AQUI

EM APENAS 4 MINUTOS TEMPLE GRANDIN DÁ UMA LIÇÃO SOBRE ESTEREOTIPIAS E A FORÇA DAS MÃES DE AUTISTAS.
Em 1981, na Convenção Nacional do Autismo nos EUA, há quase 40 anos atrás Temple Grandin explicava aos pais de autistas coisas que até hoje a sociedade tem grande dificuldade em aprender.

Vocabulário de Natal SPC (BOARDMAKER)

"Nasceu o Menino Jesus" Historia adaptada em SPC

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Como falar de deficiência às crianças?

Há cinco anos, Teresa Coutinho escreveu um livro sobre Maria, a sua filha com paralisia cerebral, para explicar ao filho Lourenço porque é que a irmã era diferente, era especial. O livro está no Plano Nacional de Leitura, há excertos da obra em testes de Português do 1.º ciclo, foi lançado em Espanha há um ano. Maria entretanto cresceu, tem agora nove anos, e é uma menina feliz.

Um dia Teresa Coutinho, assessora de imprensa do Parlamento Europeu, ex-jornalista, decidiu satisfazer por escrito a natural curiosidade do filho Lourenço, então com 4 anos, que queria saber porque é que a irmã Maria, com paralisia cerebral, era uma bebé diferente e porque teve de ficar na incubadora do hospital – “a caixa” como lhe chamava – durante algum tempo. Lourenço queria saber porque é que a irmã tão pequenina já fazia ginástica, porque é que não segurava a cabeça, porque é que mal gatinhava aos dois anos. Teresa procurou livros, associações, panfletos. E a tarefa foi difícil. “Havia uma lacuna no mercado de livros em Portugal”, lembra. E assim nasceu o livro “Maria, A Alegria na Diferença” escrito pelo seu punho e ilustrado por Pedro Sousa Pereira, repórter e ilustrador. 

Um livro que se assume desde a primeira página como “um exemplo para explicar às crianças que nem todos nascem iguais”. E também “uma lição de vida para ensinar os adultos a lidar com a diferença”. Com textos curtos e desenhos coloridos página a página, Teresa Coutinho apresentou o livro em várias escolas públicas e privadas, nas dos filhos também. Valeu a pena, pelas reações, pela forma como os mais pequenos respondiam às questões, como partilhavam os seus pensamentos sem qualquer receio. “As crianças encaram o outro como igual, que a deficiência é uma diferença especial”, conta ao (...). “As crianças estão habituadas à diferença”, acrescenta. 

Texto na íntegra AQUI

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Medidas de apoio educativo a prestar a crianças e jovens com doença oncológica

Portaria AQUI
A portaria n.° 350-A/2017 estabelece as medidas de apoio educativo a prestar a crianças e jovens com doença oncológica, regulamentando o artigo 11.º da Lei n.º 71/2009, de 6 de agosto.
Medidas de apoio educativo
1 - A identificação da necessidade de medidas de apoio educativo efetua-se por iniciativa dos pais ou encarregados de educação, dos serviços de saúde, dos docentes ou de outros técnicos ou serviços que intervêm com a criança ou jovem.
2 - O apoio educativo a conceder, em função das necessidades concretas de cada criança ou jovem, pode consistir nas seguintes medidas:
a) Condições especiais de avaliação e de frequência escolar;
b) Apoio educativo individual em contexto escolar, hospitalar ou no domicílio, presencial ou à distância, através da utilização de meios informáticos de comunicação;
c) Adaptações curriculares e ao processo de avaliação, designadamente através da definição de um Programa Educativo Individual (PEI);
d) Utilização de equipamentos especiais de compensação.
3 - Os pais ou encarregados de educação devem participar na elaboração do Programa Educativo Individual e ter acesso a toda a informação sobre a aprendizagem do seu educando.
4 - As medidas de apoio educativo são mobilizadas pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada em que o aluno está matriculado ou por um agrupamento ou escola não agrupada da proximidade do estabelecimento hospitalar em que o aluno se encontre, se tal for requerido pelo encarregado de educação, em articulação com os docentes em funções no estabelecimento hospitalar, e com o apoio dos serviços do Ministério da Educação, designadamente da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares.
Mobilização do apoio educativo
1 - Os apoios educativos devem ser requeridos pelos pais ou encarregados de educação ao Diretor do agrupamento de escolas ou escola não agrupada onde o aluno esteja matriculado.
2 - A mobilização dos apoios educativos depende da apresentação dos seguintes documentos:
a) Documento comprovativo da doença;
b) Declaração médica que ateste que a situação clínica é compatível com o apoio educativo a prestar;
c) Declaração de assunção de responsabilidade por parte do Encarregado de Educação.
3 - Na circunstância de os apoios a mobilizar no caso concreto não se encontrarem disponíveis no agrupamento de escolas ou escola não agrupada onde o aluno esteja matriculado, o pedido é remetido à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares no prazo máximo de 10 dias úteis.
4 - Compete à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares decidir da atribuição dos apoios previstos no número anterior, no prazo máximo de 10 dias úteis.
Acompanhamento das medidas de apoio educativo
O processo de aplicação e de avaliação da eficácia das medidas de apoio educativo  é da responsabilidade do professor de grupo ou turma ou diretor de turma, conforme o nível de educação ou ensino.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

HOJE - DIA MUNDIAL DA GENTILEZA


No dicionário, gentileza significa “qualidade ou caráter de gentil”. Palavra de nove letras que faz toda a diferença na convivência em sociedade. Mas, afinal, o que é mesmo ser gentil? Não custa lembrar. São pequenas atitudes, gestos e palavras que podem mudar o dia de quem está próximo — como um simples bom-dia, por exemplo. 
Um sorriso, ao dar passagem a alguém no elevador, ou ceder o lugar no autocarro ou no metro, ou socorrer a pessoa que tropeçou...

Excerto adaptado, Correio Brazilenrense, 13-11-2017

Deixo uma excelente proposta para explorarem HOJE com os vossos alunos, filhos...

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

"As crianças de temperamento difícil poderão sofrer mais com uma parentalidade severa"

Marinus van IJzendoorn, professor do Centro de Estudos da Criança e da Família, da Universidade de Leiden (Holanda), esteve em Lisboa, no ISPA, para falar sobre a teoria da suscetibilidade diferencial no desenvolvimento infantil. O investigador tem surpreendido o mundo com a ideia de que há um gene que pode determinar a propensão para crescer bem num mau ambiente, e vice-versa.

Da entrevista retive esta resposta maravilhosa...

Que mensagem sublinharia como mais importante para transmitir à audiência portuguesa que o irá escutar na conferência, no ISPA?

Devemos deixar de chamar vulneráveis às crianças quando elas têm um temperamento difícil ou genes de "risco"; em vez disso, devemos encará-las como orquídeas que precisam de cuidados ideais para florescer, mas que murcharão se o jardineiro for desajeitado. E pode-se aprender jardinagem, tal como a formação parental pode ajudar os pais a cuidarem melhor dos filhos.

Entrevista na íntegra AQUI

A maravilhosa história de Sinatra, o cão que "curou" menino do autismo



Uma criança portuguesa de cinco anos ficou "curada" do autismo, graças ao cão da família, um labrador.
Esta é a história de Miguel, a criança, e de Sinatra, o cão.

Veja aqui a esta maravilhosa história!
In TVI

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

GUIA PRÁTICO PRESTAÇÃO SOCIAL PARA A INCLUSÃO


Já está disponível o Guia Prático - Prestação Social para a Inclusão:  Instituto da Segurança Social. 

Quando eles dizem que "a escola é uma seca"

Algumas crianças dizem que não gostam da escola porque não têm tempo para brincar ou porque não se interessam pela matéria

Apesar de ter boas notas a todas as disciplinas, João achava que "a escola era uma seca". O aluno do 4.º ano queixava-se à professora, aos pais, à psicóloga. Não percebia "porque é que tinha de aprender Português e Matemática, para o que é que aquilo servia". Ia triste e aborrecido para as aulas, o que deixava os pais angustiados. "Há crianças que se motivam pelo simples gosto de aprender, mas outras não. Tive de trabalhar com ele a utilidade, dar-lhe exemplos práticos para lhe mostrar para o que servia a escola", conta (...) a psicóloga Cátia Teixeira.

João está longe de ser um caso isolado. Um mês após o início das aulas, frases como "a escola é uma seca" ou "não gosto da escola" são repetidas diariamente por muitas crianças e adolescentes. Em causa podem estar diversas razões, como dificuldades na aprendizagem, desinteresse pelos conteúdos, problemas com os pares ou demasiada pressão. Para ajudar as crianças, os pais devem perceber a origem do problema e tentar arranjar estratégias para as motivar. Um desafio também para os professores.

"Os pais devem tentar perceber o que está por trás dessa verbalização. Pode ser a metodologia dos professores, os horários, os colegas. Também pode ser insegurança, algum tipo de medo, algo no contexto familiar", indica Inês Afonso Marques, coordenadora da área infantojuvenil da Oficina de Psicologia. Por vezes, prossegue, a origem está dentro da própria sala de aula, já que "há aulas que são muito longas, muito expositivas. A criança não se sente parte ativa do processo de aprendizagem".

Se uma criança diz que não quer ir à escola é porque algo não está bem. "Sentir-se excluído é um fator que a qualquer criança provoca o não querer ir à escola. Pode sentir-se excluída das aulas, porque não as consegue acompanhar, ou dos amigos porque não joga bem à bola. São pequenos exemplos que diariamente acontecem", refere Renato Paiva, pedagogo e diretor da Clínica de Educação.

Inês Afonso Marques diz que este tipo de comportamentos "aparecem cada vez mais cedo". "Por natureza, o ser humano gosta de aprender, mas há cada vez mais crianças no primeiro ciclo que dizem que a escola é uma seca. É algo que me assusta, porque começar o percurso escolar com resistência é complicado." Na opinião de Renato Paiva, é uma situação mais frequente no 2.º ciclo, no qual "a escola tem um registo diferente, com muitos professores, mais sobrecarga de horários, mais trabalhos, mais testes, mais exigência, em que se torna mais difícil conciliar a vida académica com a vida pessoal".

Motivar, motivar, motivar

Depois de perceberem o que é que leva a criança a não gostar da escola, os pais devem arranjar forma de a ajudar a motivar-se. "No dia-a-dia, devem mostrar a utilidade do que aprendem na escola, de uma forma descontraída", sugere Cátia Teixeira, psicóloga da área infantil. Partilhar experiências negativas dos seus tempos de estudante não será uma boa opção. "Frases como "devias ter vivido no meu tempo, levávamos umas belas reguadas" só reforçam a ideia negativa da escola", explica. Segundo a psicóloga, a criatividade é essencial nestas situações. "Quando estão a fazer um bolo com a criança, por exemplo, devem mostrar que há muitos conceitos escolares que se adaptam, nomeadamente da Química e da Matemática".

Se por um lado os pais devem estimular a curiosidade e ajudar a criança a concentrar-se, por outro, diz a psicóloga Inês Afonso Marques, os professores "devem adequar o método de ensino aos alunos, porque estes não aprendem todos da mesma maneira. As crianças gostam de aprender fazendo, por isso devem mostrar a aplicação prática dos conteúdos. Se forem verdadeiros contadores de histórias, o ensino torna-se divertido".

Na base do problema está, por vezes, a pressão que é colocada pelos encarregados de educação. "Às vezes parece que o único interesse dos pais é a escola. Só perguntam como correu a escola, se têm trabalhos de casa, se já estudaram. Não perguntam à criança se se divertiu, qual foi a coisa mais gira que aprendeu, se quer ir pesquisar sobre alguma coisa, visitar um sítio do qual falaram. Por vezes a criança sente-se tão pressionada para ter bons resultados que surge a ansiedade, a depressão." E há crianças que em vez de verbalizações, "começam a somatizar: dizem que não querem dormir, que têm dores de barriga, que não querem comer".

Como a motivação para a escola está relacionada com o sucesso na mesma e fora desta, Renato Paiva considera que "é fundamental conciliar a escola com alguma atividade que seja prazerosa para a criança ou adolescente". Há ainda "situações em que a desmotivação deriva de um insucesso persistente, e aí importa perceber a origem. Pode ser por falta de esforço como por alguma dificuldade específica na aprendizagem".

Por INCLUSO, Fonte: DN 

Aprender as sí-la-bas e a deixar de "torcar" os ‘pês’ pelos ‘tês'. Ou como ultrapassar a dislexia

Nem sempre os erros ortográficos se explicam pela falta de atenção. Ou a incapacidade de memorizar pela má concentração. A dislexia, cujo dia mundial se assinala esta terça-feira, é um distúrbio que afeta entre 5 e 10% da população mundial e que torna mais difícil aprender a ler e a escrever. Não tem cura, mas há remédio, como refere ao Expresso o psicólogo Otávio Moura.

Os sinais de alerta são detetáveis logo em idade pré-escolar, quando as rimas se revelam difíceis para uma criança ou as cores uma paleta complicada de memorizar. Mas os sintomas da dislexia dão mais nas vistas na altura de aprender a ler e escrever. Descodificar uma palavra torna-se um problema, a escrita não ultrapassa erros recorrentes e a leitura instala-se como um exercício de lentidão ou pouca fluência, indícios de que é preciso procurar ajuda.

No Dia Mundial da Dislexia, o psicólogo Otávio Moura, doutorado em neuropsicologia, aceitou falar com o Expresso sobre este distúrbio, explicando a importância do seu tratamento numa fase precoce.

Para acabar com eventuais ideias falsas, o que é que a dislexia não é?
Desde logo, a dislexia não é um atraso intelectual. As dificuldades de aprendizagem que a caracterizam, ao nível da linguagem e da leitura, decorrem de alterações genéticas, neurológicas e neurolinguísticas. Não está em causa uma baixa capacidade intelectual. Pelo contrário, muitas crianças disléxicas conseguem em certas áreas um desempenho superior à média do seu grupo etário.

O que caracteriza então este distúrbio?
Ele resulta de alterações neurobiológicas na forma como o cérebro codifica, representa e processa a informação linguística.
Numa criança na fase inicial do ensino básico manifesta-se por dificuldades de leitura e escrita. É difícil para a criança aprender letras, nota-se lentidão na leitura, pouca precisão, dificuldades de memorização de coisas como, por exemplo, os dias da semana, são dados muitos erros ortográficos, trocas fonológicas, dificuldades na descodificação das palavras ou em perceber que podem ser separadas por sílabas... São dificuldades recorrentes e é comum ser também difícil para a criança estruturar e organizar as suas ideias numa composição escrita.

É nessa altura que a dislexia se deteta e se diagnostica?
Antes disso já existem sinais de alerta, sendo possível fazer um rastreio inicial em idade pré-escolar. Sinais como dificuldade em perceber rimas ou em segmentar palavras, em memorizar cores, lengalengas...

Não são sinais e dificuldades fáceis de confundir com falta de atenção, por exemplo?
Muitas vezes são confundidos. E a verdade é que as crianças ficam cansadas e por isso desinteressam-se. Gastam muita energia mental para tentar aprender e acabam desmotivadas, ‘desligam’ da aprendizagem. Uma desatenção que pode ter duas variáveis: não gostar da escola ou a possibilidade de coexistir com a dislexia uma possível hiperatividade com défice de atenção - 15 a 40% das crianças com dislexia apresentam os dois distúrbios.

Leia AQUI a entrevista na íntegra