segunda-feira, 9 de setembro de 2019

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

“QUEM DORME MAL, PENSA MAL, TRABALHA MAL, DECIDE MAL, VIVE MAL”

Teresa Paiva deu uma entrevista ao número de março de 2019 da revista Visão Saúde, nas bancas desde o início do mês. A entrevista tem como título  “quem dorme mal, pensa mal, trabalha mal, decide mal, vive mal”
A neurologista e especialista em medicina do sono, directora do Centro de Electroencefalografia e Neurofisiologia Clínica, referiu, por exemplo, sobre a importância do sono na capacidade e bem-estar das pessoas: 
“Está provado cientificamente que o sono é bom conselheiro no aspecto cognitivo e emocional”.
“Se aprendemos qualquer coisa e dormimos a seguir, há uma taxa de melhoria de aprendizagem. E durante o sono há uma reorganização da informação do dia a dia que leva a uma melhoria cognitiva, pois grande parte de memórias desnecessárias é deitada fora. As essenciais são guardadas e organizadas”, acrescentou.
E sobre as consequências de um mau sono disse Teresa Paiva :
“Dormir pouco é um risco social porque aumenta a violência, as más decisões, o número de doenças e de acidentes, aumenta a mortalidade precoce”.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Revista Autismo - Nas bancas, personagem autista André é capa da revista da Turma da Mônica de julho


Educar as crianças para valores: 10 curtas-metragens que podem ajudá-lo

Educar em valores vai muito além de transmitir boas maneiras às crianças. Também é importante ensiná-las a distinguir boas e más atitudes e ajudá-las a desenvolver a sua consciência moral. Obviamente, não é uma tarefa fácil, porque não é necessário apenas inculcar certos valores, mas também promover uma atitude crítica. Nesse sentido, o cinema, e especialmente as curta-metragens animados, podem tornar-se um excelente ponto de partida para as crianças refletirem sobre valores e a sua importância.

10 curtas-metragens para educar as crianças sobre valores:


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In Pensar Contemporâneo

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Muito obrigado, Senhores Professores! – Eduardo Sá

Por terem pegado os nossos filhos pela mão e os fazerem crescer um pouco mais, todos os dias.
Só os jovens são capazes de insistir em se espantar. Em pegar nalguma coisa que já conhecem e a desmanchá-la, a agitá-la e a virá-la do avesso até que fique, enfim, mais familiar, mais amigável e, até, mais simples. E, no entanto, há pessoas crescidas que não deixam, insistentemente, de o fazer. Assim serão os professores. Quando repensam aquilo que sabem e o repartem. Quando pegam os nossos filhos e os levam, pela mão, das dúvidas que eles ainda nem sequer imaginaram até a um planalto (e a mais outro) de onde se vê mais longe, com mais claridade, e mais além. Talvez seja por isso que, bem vistas as coisas, só os professores sejam capazes de nunca deixar de ser jovens.
É verdade que é estranho que se consiga ser jovem quando todos ficamos com a sensação de que a escola, ao contrário da paixão dum professor, promove, sobretudo, o burburinho. Na cabeça, claro. Uma espécie de “hora de ponta” quase permanente, com um tráfego de conhecimentos amigo da bulimia que gera, todos os dias, estados parecidos a congestionamentos ou a engarrafamentos dentro de quem aprende. Vendo bem, fornecer conhecimentos ou convidar a consumi-los e a conhecê-los não é, de todo a mesma coisa. E um professor sabe-o, aliás, melhor que mais ninguém. Aliás, os professores – porque são jovens, por dentro – sabem que não há como conhecer seja o que for sem que, mutuamente, nos ousemos a dar a conhecer. Mas, raramente, a escola dá o tempo que quem aprende precisa de ter para aprender. E menos, ainda, dá o melhor daquilo que a escola tem para oferecer: os professores.
Ser-se professor não é bem uma profissão; é um estado de espírito. Ser professor é ser perguntador. E provocador (amigo da voz, portanto). E agitador de todos os sossegos. E desafiador. “Incomodador”. E encantador, enfim. Talvez a função mais preciosa dum professor seja desafogar. Abrir trilhos e atalhar. Desconcertar. Desarrumar. Regenerar. E repensar. Um professor é um repensador. E é por isso, sobretudo, que só os professores são capazes de nunca deixar de ser jovens.
Ao chegarmos ao fim de um ano lectivo, nunca é demais agradecermos a todos os professores que pegaram os nossos filhos pela mão e os levaram a crescer um pouco mais, todos os dias. Num mundo em que os “fazedores de opinião”, os “mentores”, os “influenciadores” e os “seguidores “ se multiplicam, todos os dias, existirem, simplesmente, professores devolve-nos – com aquilo que eles dão aos nossos filhos – à esperança de todos termos o direito às cavalitas. O direito que quem nos ama nos confere quando, depois de nos passar dos seus olhos para o seu colo, nos eleva até aos seus ombros. E nos encaminha a ver mais alto que o olhar de quem nos dá o mundo a ver. Só possível quando alguém nos coloca sobre os seus ombros e nos leva, com bondade, a espreitar, aconchegadamente, tudo aquilo que nos falta enxergar para vermos mais longe.
Muito obrigado, senhores professores!
Através de Comregras

Apontamentos sobre o facilitismo - João Costa


Não é justo que a escola, que é a única esperança de mobilidade social para muitos, em vez de eliminar as assimetrias sociais à entrada, as reproduza ou, por vezes, as acentue.

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