quarta-feira, 17 de junho de 2015

"Desordem por Défice de Atenção e Hiperactividade"

De caráter muito prático, é útil para pais e professores de crianças com défice de atenção e hiperatividade.
Inclui uma parte inicial mais teórica sobre as características mais comuns e sobre as causas do défice de atenção e passa, depois, para informações mais práticas relacionadas com o diagnóstico e com a intervenção em casa e na escola.
No final, entre outros anexos importantes, podem encontrar uns quadrados de comportamento originais (fotocopiáveis) e os respetivos autocolantes para utilizar como reforço.

Autoras: Harvey C. Parker
Ano: 2003 (Ed. Portuguesa)
Editora: Porto Editora

Fonte: Crescer Especial - Livros

"No Seu Mundo"


Para ver o resumo do livro, clique no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=dq7bE1emePI&feature=player_embedded

"Autismo – Compreender e agir em família"

“Autismo – Compreender e agir em família”, destinado a todos aqueles que lidam com bebés e crianças com Perturbações do Espectro do Autismo (PEA).
Nesta nova obra, Laurie A. Vismara, Geraldine Dawson e Sally J. Rogers, as três autoras americanas e criadoras do revolucionário programa de intervenção precoce em crianças com autismo – Modelo Denver, procuram oferecer informação, ferramentas e estratégias para utilização durante as interações diárias com as crianças, no seu ambiente natural.
Os pais, como principais intervenientes, desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das crianças com PEA – são tão eficazes como os terapeutas no ensino de competências importantes afetadas pelo autismo – e é por isso essencial que comecem a agir desde que a doença é diagnosticada aos seus filhos. Os desafios de aprendizagem do autismoprecoce são explicados neste livro, e os pais e educadores são orientados no desenvolvimento de estratégias adequadas para ajudarem os mais pequenos a explorar e desfrutar do mundo da melhor maneira possível.
Ao longo das páginas são contadas histórias reais de sucesso e dadas a conhecer diversas atividades construídas e adaptadas, todas elas através da aprendizagem nas rotinas típicas do dia-a-dia, como o banho, as refeições e em particular nas brincadeiras e nos jogos. Implementar atividades que ajudem a expressar desejos, sentimentos e interesses através da linguagem corporal são alguns dos métodos explicados e desenvolvidos pelas especialistas.
De fácil leitura, o livro “Autismo – Compreender e agir em família” ajuda os cuidadores de crianças com esta perturbação a estimularem a sua capacidade de aprendizagem. Cada capítulo foi concebido para abordar as perguntas, preocupações e desafios que os pais/outros cuidadores de crianças com autismo experimentam.
As autoras reforçam também que obter a melhor ajuda profissional dever ser o mais importante a ter em mente, por isso dedicam o primeiro capítulo a este tópico.
Principais conteúdos abordados na obra “Autismo – Compreender e agir em família”:
o Como as crianças aprendem
o Como funciona a intervenção precoce
o Os desafios únicos de aprendizagem associados ao autismo
o Como captar a atenção
o Como encontrar diversão nas rotinas sociais sensoriais
o Como criar interações recíprocas
o A importância da comunicação não-verbal
o Como ajudar a criança a aprender através da imitação
o Partilhar interesses com os outros
o A hora de brincar
o Passagem para a fala
Fonte: http://www.bigmae.com/

terça-feira, 16 de junho de 2015

Tú tambien correrás por el Down

Encarar o Down com sentido de humor!!!

Tique nervoso: entenda o que é a síndrome de Tourette

(O conteúdo completo deste artigo está disponível somente em inglês.)
Síndrome de Tourette (TS) é uma condição do sistema nervoso que leva as pessoas, crianças ou adultos a ter o chamado tique nervoso. Os tiques são contrações repentinas, movimentos ou sons que as pessoas fazem repetidamente e não conseguem impedir seu corpo de realizá-los. O artigo a seguir reúne as informações mais importantes sobre a síndrome de Tourette, que atinge 1 a cada 360 crianças.
O texto explica que o tique provocado pela síndrome é como um soluço: mesmo que uma pessoa não queira soluçar, seu corpo faz isso de qualquer maneira. Embora não haja cura para Tourette, existem tratamentos disponíveis para ajudar a controlar os tiques. Tratamentos medicamentosos e comportamentais estão disponíveis nos casos em que o tique causa dor ou lesão; ou interferem no desempenho escolar, profissional ou  social; ou, ainda, e causarem estresse ao seu portador.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

ORIENTAÇÕES PARA O TRABALHO COM O DISLÉXICO NA ESCOLA

Antes da análise das acomodações necessárias ao disléxico na escola, é fundamental um esclarecimento sobre as características fundamentais da Dislexia Evolutiva ou Transtorno Severo da Aprendizagem da Leitura e Escrita.

A dislexia
  • é um problema no processamento fonológico que afeta a leitura e a escrita, na ausência de problemas cognitivos (nível intelectual);
  • é um transtorno específico nas operações implicadas no reconhecimento das palavras que compromete,  em maior ou menor grau,  a compreensão da leitura. Os disléxicos são mais lentos para ler palavras e pseudopalavras, beneficiando-se mais do contexto ao ler. Eles não automatizam plenamente as operações relacionadas ao reconhecimento de palavras, empregando mais tempo e energia em tarefas de leitura. A escrita ortográfica e a produção textual também estão comprometidas;
  • afeta a  um subconjunto, claramente minoritário, dos alunos com problemas  na aprendizagem da leitura e escrita. Talvez não mais que 3% da população escolar;
  • representa  o extremo de um contínuo com a população normal. Os disléxicos não  diferemqualitativamente dos sujeitos normo-leitores. Há uma continuidade entre ambos os grupos, sendo a dislexia mais adequadamente comparada com a obesidade (onde há graus)  do que com o  sarampo – que é algo que uma pessoa tem ou não – (Ellis, 1984);
  • possui uma moderada evidência de origem genética (Rack e Olson, 1993).Os dados proporcionados pelo Projeto Colorado, onde foi estudada a incidência de problemas de leitura em gêmeos monozigóticos (de igual dotação genética) e gêmeos dizigóticos (que somente compartem parte da herança genética) parecem justificar a existência de uma moderada influência genética nas habilidades implicadas no reconhecimento de palavras. Entretanto, em alguns casos de dislexia evolutiva, não existe evidência alguma de antecedentes familiares que possam sugerir uma influência genética;
  • tem um prognóstico reservado, constituindo-se em um problema persistente. O aluno disléxico que, evidenciando alto grau de adaptação escolar, consegue entrar na Universidade, apresenta  dificuldades importantes na leitura de palavras não-familiares e, particularmente,  muita dificuldade na escrita;
  • requer um tratamento que envolve um processo lento, laborioso e sujeito a recaídas, conforme sugerem os dados de estudos longitudinais de sujeitos reabilitados (Rueda e Sanchez, 1994);
  • requer uma equipe multidisciplinar para seu diagnóstico e tratamento.

Os disléxicos
  • possuem capacidade intelectual normal (acima de 85 na escala WISC);
  • tiveram escolarização adequada, ou seja, não trocaram de escola (língua materna) mais de 2 vezes nos três primeiros anos escolares e não faltaram mais de 10% de aulas nesta época;
  • devem ter visão e audição normal ou corrigida;
  • possuem um nível de adaptação psicossocial  normal (Vellutino,1979; Siegel, 1993);
  • não são portadores de problemas psíquicos ou neurológicos graves;
  • estão atrasados na leitura  e escrita, com relação a seus pares, com no mínimo dois  anos, (se a criança tem mais de 10 anos) e um ano e meio (se tem menos desta idade).
Portanto, até o final de 2ª série não se pode fazer diagnóstico de dislexia. O problema tem que ser persistente, apesar de tratamento adequado.

ORIENTAÇÃO À ESCOLA
É imprescindível que todo disléxico receba um tratamento específico. Mas é crucial que, ao mesmo tempo, se atenda em aula seu problema. A seguir, serão recomendadas uma série de normas que deverão ser individualizadas para cada caso, com o objetivo de otimizar o seu rendimento e, ao mesmo tempo, tentar evitar problemas de frustração e perda de autoestima, muito frequentes nos disléxicos.

1) Atitudes:

  • Dar a entender ao disléxico que seu problema é conhecido e que será feito o possível para ajudá-lo. Deve estar muito claro para o professor que o problema não é devido à falta de motivação ou à preguiça.
  • Dar-lhe uma atenção especial e animar-lhe a perguntar em caso de alguma dúvida. Para tanto seria recomendável que o disléxico sentasse perto do professor para facilitar a ajuda.
  • Comprovar sempre que o material oferecido para ler é apropriado para o seu nível leitor, não pretendendo que alcance um nível leitor igual aos dos outros colegas.
  • Destacar sempre os aspectos positivos em seus trabalhos e não fazê-lo repetir um trabalho escrito pelo fato de tê-lo feito mal.
  • Evitar que tenha que ler em público. Em situações em que isto é absolutamente necessário, oportunizar que ele prepare a leitura em casa.
  • Aceitar que se distraia com maior facilidade que os demais, posto que a leitura lhe exige um grande esforço.
  • Nunca ridicularizá-lo ou permitir que colegas o façam.

2) Proposta de ação pedagógica:
  • Ensinar a resumir anotações que sintetizem o conteúdo de uma explicação
  • Permitir o uso de meios informáticos, de corretores e de gravações.
  • Permitir o uso de calculadora já que muitos disléxicos  têm dificuldade para memorizar a tabuada. Ele necessita de mais tempo para fazer os cálculos já que não automatizou a tabuada.
  • Usar materiais que permitem visualizações (figuras, gráficos, ilustrações) para acompanhar o texto impresso.
  • Evitar, sempre que possível, a cópia de grandes textos do quadro de giz, dando-lhes uma fotocópia.
  • Diminuir os deveres de casa, envolvendo leitura e escrita.

3) Aprendizagem de línguas estrangeiras:
Considerando o esforço que os disléxicos fazem para dominar a fonologia de sua língua materna, é difícil também que eles dominem uma nova língua. Podem até ter habilidade para aprender oralmente a língua, mas o domínio da escrita é particularmente difícil. Schawytz (2006) sugere que, em caso de muita dificuldade, seja requerida isenção de língua estrangeira, substituindo essa disciplina pela elaboração de projetos independentes sobre conhecimentos relativos à cultura do país em que falam esta língua.

4) Avaliação escolar 
  • Realizar avaliações de forma oral, sempre que possível, – conduta válida em todos os níveis de ensino, particularmente no ensino superior.
  • Prever tempo extra como recurso obrigatório, não opcional, pois a capacidade de aprender do disléxico está intacta e ele simplesmente precisa de tempo para acessá-la.  Como o disléxico não automatizou a leitura, terá que ler pausadamente, com muito esforço e se apoiar nas suas habilidades mais altas de pensamento. Ele precisa utilizar o contexto para entender o significado da palavra, um caminho mais longo e indireto que requer tempo extra.
  • Evitar a utilização de testes de múltipla escolha que, pelo fato de descontextualizarem as informações e reduzirem o tempo de execução, tornam-se muito difíceis para o disléxico. Estes testes não são indicadores do conhecimento adquirido por ele.
  • As instruções  devem ser dadas de forma breve já que a memória para mantê-las é fraca e o tempo de atenção reduzido. Instruções curtas evitam confusões.
  • Valorizar sempre os trabalhos pelo seu conteúdo e não pelos erros de escrita. Infelizmente não adianta o professor apontar o erro, pois o disléxico não grava a grafia correta.
  • Oportunizar um local tranquilo ou sala individual para fazer testes ou avaliações para que o disléxico possa focar a sua atenção na tarefa que tem para realizar. Qualquer barulho ou distração atrapalhará a leitura, fazendo com que ele mude a atenção da leitura, o que interfere na performance do teste.
  • É indicado o uso de calculadora, ou da tabela de multiplicação, em função de dificuldades de memorização de tabuada.
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A autora é Pedagoga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica. Mestre em Educação: Psicologia Escolar, UFRGS, 1976. Professora universitária UFRGS, UNIFRA, URI (Erechim e Frederico Westphalen) nas disciplinas dos cursos de Especialização em Psicopedagogia Terapêutica. Autora  do livro A escrita ortográfica na escola e na clínica; do Confias – Consciência fonológica Instrumento de avaliação sequencial, participação em capítulos de livros tais como: Transtornos da aprendizagem: aspectos neurobiológicos e multidisciplinares; dentre outros.
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BIBLIOGRAFIA
ARTIGAS, Josep. Quince cuestiones basicas sobre la dislexia. Conferences Topic: neuropediatrics. Educational sit: www.uninet.edu/union99/congress/confs/npd/
MOOJEN, S. A escrita ortográfica na escola e na clínica: Teoria, avaliação e tratamento. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2009.
MOOJEN E FRANÇA: Visão fonoaudiológica e Psicopedagógica da Dislexia. In ROTTA, OHLWEILER & RIESGO: Transtornos de Aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar, POA, Artmed, 2006.
RUEDA, Mercedes: La lectura: adquisición, dificultades e intervención, Salamanca, Amaru, 1995.
SANCHEZ, Emilio. A Aprendizagem da leitura e seus problemas – in COLL, PALACIOS, MARCHESI (Org).  Desenvolvimento Psicológico e Educação (Org) Porto Alegre, Artes Médicas, Capítulo 7, 1995.
SANCHEZ, Emilio. Estratégias de Intervenção nos problemas de leitura – in COLL, PALACIOS, MARCHESI (Org).  Desenvolvimento Psicológico e Educação (Org) Porto Alegre, Artes Médicas, Capítulo 8, 1995.
SANCHEZ, Emilio. As dificuldades na aprendizagem da leitura. In: BELTRAN, SANTIUSTE.Dificultades de Aprendisaje. Madrid, Sintesis, 1997.
SANCHEZ, Emilio. El lenguaje escrito y sus dificultades: una visión integradora In: MARCHESI, COLL Y PALACIOS. Desarollo humano y Educación. Madrid, Allianza Editorial. 1999.

Fonte: http://www.psicosol.com/

ESTRATÉGIAS PARA PAIS E PROFESSORES DE CRIANÇAS COM PHDA

Este é o resumo de algumas estratégias que o podem ajudar a lidar com o seu filho/aluno com sintomas de hiperactividade/hipoactividade, impulsividade e défice de atenção. Leia e aplique se lhe fizer sentido mas acima de tudo, não se esqueça que a distractibilidade tem uma origem emocional e que a criança precisa da sua ajuda e compreensão para integrar os seus “demónios” internos e poder aprender a adequar o seu comportamento.
O nosso comportamento é sempre o reflexo do nosso estado de alma.
ESTRATÉGIAS PARA OS PAIS

  1.  Estabelecer prioridades
    Tendo em conta o acréscimo de problemas apresentados por uma criança com PHDA, muitas vezes os pais tentam resolver todos os problemas de uma vez só, o que geralmente é pouco eficaz e acaba por ser mais negativo do que positivo. O descontentamento crescente por parte dos pais acaba por provocar um aumento da frustração na criança e consequentemente problemas ao nível da sua auto-estima e auto-imagem.
  2. Pensar antes de agir
    O comportamento hiperactivo/impulsivo das crianças faz com que muitas vezes os pais reajam também de forma rápida e impulsiva sem pensar nas consequências dos seus actos. É importante que os pais não se esqueçam que eles são o modelo de identificação dos seus filhos e quanto mais calma e tranquilidade transmitirem no seu comportamento, mais expectável será obter isso dos seus filhos. Quanto mais pensar nas alternativas que tem para diminuir um determinado comportamento por parte do seu filho, mais hipóteses tem de que prevaleça em si o bom senso, necessário à situação. Por exemplo quando uma criança não consegue ficar quieta na mesa e está sempre a mexer em tudo à sua volta, provavelmente a atitude mais eficaz será reduzir ao mínimo os estímulos à volta da criança, para que esta se possa concentrar apenas nos que são necessários à tarefa que está a realizar.
  3. Usar o reforço positivo antes da punição
    É sabido que crianças com PHDA precisam mais de reforço positivo que as outras crianças, para que os comportamentos esperados/desejados aconteçam. É importante que os pais se foquem mais em elogiar os filhos quando eles conseguem comportar-se da forma considerada correcta, do que em depreciar quando não o fazem. Isto não significa que os pais devam deixar em branco as asneiras e as faltas de comportamento dos seus filhos, mas sim, uma inversão na forma como o demonstram e verbalizam. Por exemplo em vez de verbalizarem à criança que ela não foi capaz, que se porta mal…. Verbalizar que com certeza ela vai ser capaz de fazer o que é expectável para a situação e elogiar sempre que consiga fazer.
  4. Ser perseverante nas estratégias
    É fundamental para estas crianças que o ambiente seja previsível e constante, com uma rotina diária perfeitamente definida e estruturada. Ambos os pais devem estar de acordo relativamente à estratégia definida e todas as alterações na rotina diária devem ser previamente conversados com a criança.
  5. Antecipar os problemas
    Antecipar o comportamento dos filhos numa determinada situação, como por exemplo o horário de estudo, permite que os pais possam conversar/negociar com o filho, incentivando inclusive a sua participação na definição de estratégias a serem implementadas, com vista à adequação do comportamento.
  6. Frequência de uma actividade física regular
    A actividade física é fundamental para todas as crianças e mais ainda para crianças com esta perturbação. É uma forma de gastarem energia, relacionarem-se com os parceiros e trabalharem regras e limites.
  7. Horários de estudo
    O tempo de estudo deve ser curto e intercalado por períodos livres, dada a dificuldade que apresentam na atenção sustentada (manter a atenção por um período longo de tempo sobretudo se a actividade não for motivante para a criança em questão).
O ambiente de estudo deve ser o mais sossegado possível e com o mínimo de estímulos externos que possam desviar a atenção da criança, para que ela possa manter a sua atenção focalizada na tarefa que esta a realizar.
ESTRATÉGIAS PARA PROFESSORES

  1. Planeamento e organização das actividades
    É importante que o professor mantenha o esquema de trabalho o mais constante e previsível possível. O ambiente deve ser favorável a que a criança estruture externamente o que não consegue estruturar internamente. Planeie previamente as actividade e previna a criança das transições ou mudanças no esquema de trabalho. Um mapa de actividades afixado na parede da sala de aula é uma boa estratégia e os professores podem começar o dia por fazer referência ao cronograma afixado, relembrando as tarefas/actividades do dia.
  2. Aumentar a atenção sustentada
    Promova estratégias de ensino participativo, nomeadamente através de jogos e tente intercalar actividades mais desinteressantes com actividades mais interessantes para os alunos.
    Dividir as tarefas grandes em várias tarefas pequenas (incluindo testes) e intercalar com períodos livres e estabelecer estratégias de recompensas. Utilizar outros recursos de ensino que não somente a voz. A aprendizagem através de recursos visuais é facilitada e as cores ajudam a manter a atenção. Esquematizar os conteúdos da aula, não apenas no início da aula como ferramenta de apoio ao planeamento como durante a própria aula, o que ajuda a estruturar e integrar as aprendizagens. Estimule as crianças a lerem em voz alta, o que ajuda à manutenção da atenção.
  3. Focalizar a atenção
    Dada a dificuldade que estas crianças têm em focalizar a sua atenção numa única tarefa é importante que estejam sentadas junto do professor, longe de janelas, com o mínimo de estímulos externos, quer na própria carteira, quer na sala de aula e evitar os trabalhos em grupos grandes. Por vezes o próprio estojo em cima da carteira é motivo de distracção, reduza o material ao mínimo necessário.
  4. Reduzir o comportamento hiperactivo/impulsivo
    Manter sempre o reforço positivo relativamente ao comportamento esperado, explicar o que espera que seja o comportamento da criança em cada situação e evitar estratégias punitivas que agravam a sua auto-estima. Qualquer estratégia punitiva que seja necessária, deverá ser imediata e devidamente explicada, para que a criança possa estabelecer a conexão causa-efeito.
Por Ana Galhardo Simões, Psicoterapeuta Corporal
para Up To Lisbon Kids®

sábado, 13 de junho de 2015

Canais Disney já têm legendas para crianças surdas

Os canais Disney Channel e Disney Junior já têm a opção de legendagem na exibição de algumas séries para que as pessoas surdas possam entender os programas, disse hoje à Lusa o presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação.

"Estávamos a trabalhar para [que isso acontecesse em] 2016, mas o Disney Channel e o Disney Junior anteciparam esta data para o Dia Mundial da Criança" para que todas as crianças surdas possam seguir os seus programas, adiantou José Serôdio.
Em dezembro do ano passado, o apelo de um pai surdo, Rui Pinheiro, para que a Disney Portugal legendasse os seus programas para poder assistir com a filha aos desenhos animados no canal Disney Junior gerou uma onda de solidariedade nas redes sociais.
Perante a onda de apoio, Rui Pinheiro assumiu esta questão como "uma missão" e desafiou várias entidades a apoiarem esta causa, que responderam logo ao desafio.
Uma dessas entidades foi o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), que supervisiona as políticas para a deficiência, que disponibilizou na altura, numa resposta escrita enviada a Rui Pinheiro, a sua colaboração para "a melhor concretização deste pedido".
Em declarações hoje à Lusa, José Serôdio saudou o trabalho desenvolvido pela Disney Portugal, em colaboração com o INR e com a comunidade surda, no sentido de disponibilizar a opção de legendagem nos seus dois canais, o que aconteceu na passada segunda-feira.
José Serôdio lembrou que a RTP tem "desde há muitos anos" o sistema de teletexto que permite às pessoas surdas acompanhar alguns programas que não são legendados, nomeadamente os programas infantis e de informação que não têm intérprete de língua gestual.
"Com o surgimento das televisões por cabo começaram a surgir outras televisões que têm outro tipo de programação", disse o presidente do INR, dando como exemplo o Disney Channel e o Disney Júnior em que, numa primeira fase, as séries eram em inglês e tinham legendagem. 
Posteriormente, "com a política de que as crianças devem aprender mais rápido" a Língua Portuguesa, passaram a ser traduzidos e dobrados para português, o que fez com que as crianças surdas deixassem de poder compreender os programas que eram transmitidos nos canais da Disney.
José Serôdio salientou a importância de os programas serem legendados para que possam ser seguidos pelos surdos, mas também por crianças com algum tipo de necessidades especiais.
O INR tem vindo a pugnar junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social para que fossem incluídas nos programas das televisões nacionais a áudio descrição, a legendagem, a língua gestual e a linguagem fácil.
"É um trabalho que tem sido feito nos últimos anos e que tem sido gradualmente introduzido nas diversas televisões de acordo com as disponibilidades", disse José Serôdio.
"Tem havido um grande aumento de língua gestual e da legendagem na televisão pública e que tem sido seguida pelos canais privados. Esperemos que também seja alargada a outros canais e às outras produtoras de programas que estão nos canais codificados", rematou o presidente do INR.
Lusa/SOL

Mural sobre Autismo

Impressionante mural sobre autismo pintado numa fachada.

Pode ver-se ao vivo em Pittsburgh, Pensilvânia.


Portugueses fazem descoberta que pode evitar a surdez

De futuro, os cientistas pretendem replicar a estratégia em células estaminais embrionárias humanas.

Investigadores portugueses geraram células ciliadas, fundamentais na audição mas que não se regeneram, a partir de células estaminais embrionárias de ratinhos e em embriões de galinha. 

Segundo a equipa de cientistas, a metodologia pode, depois de testada com células humanas, abrir caminho à pesquisa de medicamentos que possam proteger as células do ouvido de lesões que causam a surdez ou a terapias de regeneração celular. 

O estudo é publicado esta terça-feira, na revista científica Development. 

Justificando a importância do estudo, Domingos Henrique, investigador-principal do Instituto de Medicina Molecular (IMM) de Lisboa, lembrou à Lusa que as células ciliadas, que se encontram no ouvido interno, são "fundamentais para a deteção do som" e para o sentido de equilíbrio. 

Contudo, por se desenvolverem "muito cedo no embrião, já estão muito maduras quando a pessoa nasce e nunca mais voltam a regenerar-se", ressalvou. 

A sua equipa, que inclui Alda Costa, estudante de doutoramento e investigadora do IMM, com historial de surdez na família, partiu da pergunta de como é que se poderá criar em laboratório células ciliadas para regenerar as que estão "mortas" em pessoas surdas, atendendo a que "as culturas destas células são muito poucas e as células têm de se refazer". 

Numa primeira fase, os investigadores reproduziram células ciliadas a partir de células estaminais embrionárias (células com potencial para dar origem a qualquer tipo de célula) de ratinhos. A equipa "forçou" essas células a tornarem-se ciliadas através de reprogramadores genéticos, os chamados fatores de transcrição. 

No caso em concreto, os cientistas pegaram em três fatores, que regulam a atividade dos genes considerados essenciais para fazer as células ciliadas.  

O resultado, explicou Domingos Henrique, foi que as células estaminais se tornaram capazes de "gerar milhares, milhões de células" do ouvido. O método foi, posteriormente, aplicado em embriões de galinha. 

Ao "forçarem" a expressão das proteínas necessárias para as células ciliadas, no desenvolvimento do embrião da galinha, e em zonas celulares do ouvido que normalmente não produzem estas células, o grupo de investigadores verificou que "as células ciliadas aparecem de novo, como cogumelos, no epitélio [tecido celular] do ouvido [médio]", assinalou Domingos Henrique. 

De futuro, os cientistas pretendem replicar a estratégia em ratinhos adultos surdos e, em seguida, em células estaminais embrionárias humanas. 

Para Domingos Henrique, a experiência com células humanas pode vir a ser útil para "testar os efeitos de drogas que causam a surdez, ou de drogas que conseguem prevenir a morte destas células [ciliadas]". 

A longo prazo, as células ciliadas geradas artificialmente poderão, ainda, ser transplantadas e substituir no ouvido as que estão danificadas ou que se perderam. 

O estudo, desenvolvido pelo Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, em associação com a Fundação Champalimaud, teve a colaboração de investigadores do University College London Ear Institute, no Reino Unido.

Fonte: TVI24

Canção "Lavar-os-dentes" com interpretação em LGP

Trabalhar Emoções e Expressões faciais!

Algumas sugestões simples, fáceis e que envolvem e entusiasmam!
Acrescente outras, adapte, crie... Bom trabalho!!!











IN Gente Miúda 

Evento clínico sobre Hiperatividade e Défice de Atenção


Hospital de Vila Franca de Xira convidou pais e professores para a iniciativa 

Especialistas e portadores da patologia concluem que há dificuldades no diagnóstico e em como enfrentar a doença. Doença traz constrangimentos na infância e vida adulta e pode dar azo a criminalidade e adições.

A emoção dos pais que lidam diariamente com filhos com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e de uma doente que enfrenta, há 29 anos, o problema, marcaram o evento clínico da Unidade de Psiquiatria e do Serviço de Pediatria do Hospital de Vila Franca de Xira, na manhã de (...) 3 de junho. A PHDA é um distúrbio comportamental que atinge rapazes e raparigas. As crianças que sofrem de PHDA são comummente tidas como mal comportadas, irrequietas e difíceis de lidar, mas não têm domínio sobre os seus comportamentos.

Fabíola Vicente, de 29 anos, sofre de PHDA desde criança. Na partilha da sua experiência, em lágrimas quando recordou as dificuldades por que passa, ilustrou uma das principais conclusões da discussão de cinco horas: tem de haver mais atenção e espaço às perturbações psiquiátricas.

“Desde criança tive dificuldades de aprendizagem, em ter amigos e em inserir-me em grupos. Chumbei quase sempre a línguas e quando faltei a um teste de matemática por estar doente, em que tinha notas normais, tive de o fazer sozinha numa sala e tive 100%. Mostra as dificuldades de estar em grupo e não me distrair.

Só entrei na faculdade com 22 anos e tive uma depressão ao fim do 1º semestre, porque não tinha resultados e fartava-me de estudar. Passei por vários empregos, começando na área de seguros, call center`s e depois em fábricas, mas as dificuldades são muitas. Hoje recorro às novas tecnologias, a aplicações de smartphones para orientar a minha vida, desde listas de compras a prioridades de agenda. Sem isto é tudo muito complicado”, explicou.

O caso é elucidativo e foi ao encontro do que foi diagnosticado pelos vários intervenientes no encontro. Para Cristina Marques, pedopsiquiatra e diretora da Psiquiatria da Infância e Adolescência no Hospital Dª Estefânia, as consequências da PHDA na infância são, entre outras, “mau aproveitamento escolar, sofrimento psicológico, comportamentos aditivos, criminalidade e baixa autoestima”.

No entanto, a especialista alertou para a necessidade de diferenciar o que é diagnóstico da PHDA, de patologias como depressão, ansiedade e bipolaridade, entre outras. “Há confusão no diagnóstico pelos sintomas, mas muitas podem até acumular-se. É fulcral uma observação direta da criança, uma entrevista clínica e dar a conhecer aos pais que existe uma verdadeira preocupação com os seus problemas”.

Da plateia, surgiu a preocupação de uma mãe, cujo filho de oito anos sofre de PHDA, mas pela demora de uma consulta, não sabia o que fazer. Na resposta, Rita Antunes, do Clube PHDA, aconselhou “pausas pré-definidas para potenciar o interesse, usar estratégias de negociação com recompensas, ouvir mais a criança para descobrir algo que a motive e a que possa aderir sem desistir tão facilmente”.

O desconhecimento dos pais está a esbater-se, mas há alguns anos, Fabíola teve de procurar, sozinha, um diagnóstico: “Tive de mentir à minha mãe e dizer que precisava de dinheiro para ir ao ginecologista para poder marcar a primeira consulta num psiquiatra”, confessa, alertando para o facto de “os pais não terem formação para encarar o problema”.

Já na fase adulta, disse o Professor Bernardo Barahona Corrêa, psiquiatra e consultor da Fundação Champalimaud, há uma permanência dos problemas de PHDA entre 1 a 2,5% dos que foram diagnosticados em criança. “As complicações aumentam com a idade, sobretudo o abuso de substâncias como drogas leves. 80% das pessoas com PHDA tem outras perturbações”, explicou.

Segundo o professor Miguel Talina, Diretor da Unidade de Psiquiatria do Hospital de Vila Franca de Xira, e médico de Fabíola, “ (...) a PHDA está associada a dificuldades de aprendizagem na escola, a comportamentos impulsivos, ao consumo de álcool e drogas e a acidentes previsíveis. Este quadro pode prosseguir na idade adulta e condicionar maus resultados laborais, económicos e sociais, pelo que é muito importante que os docentes, psicólogos, pais e educadores estejam atentos”, concluiu.


Fonte: O Mirante

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Há mais de cem mil pessoas em todo o país com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção

Miguel Talina, coordenador da Unidade de Psiquiatria do Hospital de Vila Franca de Xira


Antes do diagnóstico as pessoas não sabem o que se passa com elas. Questionam-se porque são diferentes. Porque é que os outros conseguem e elas não.

A população em geral começa a estar alertada para o problema da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) ou ainda há um profundo desconhecimento?
Começa a estar alertada ao nível da infância por causa da adaptação à escola, porque estes problemas de hiperatividade e desatenção vão colidir imediatamente com o que se pede numa sala de aulas, que é atenção no professor, corpo quieto e sentado. Este é o ambiente oposto do ideal para pessoas com défice de atenção, que têm necessidade de se levantar e mexer.

Os pais, como os adultos que têm mais contacto com as crianças, já sabem interpretar estes sinais e procurar solução? 
Cada vez estão mais informados pela sociedade. Muitos pais têm antecedentes de hiperatividade e défice de atenção. A percentagem pode chegar a 50% dos casos. Com muita frequência, o diagnóstico é feito na criança e o adulto diz: ‘eu também era assim e ainda hoje tenho dificuldades de atenção ou concentração que me prejudicam’. Mas o percurso para descobrir esta doença por parte de quem a tem continua a solitário e muitas pessoas sentem que estão num beco sem saída. Por isso, é importante começar a falar destes problemas ao nível da escola e centros de saúde.

Como tem sido a atuação das entidades de saúde em relação a este problema? 
Há poucos profissionais e com pouco tempo e assim não se consegue fazer um bom trabalho. Por isso vai-se ao primário. Verifica-se se a criança vê e ouve bem e os aspetos de integração e adaptação ficam para trás. No Hospital de Vila Franca de Xira, que abrange cinco concelhos, os recursos humanos que temos para dar uma resposta especializada, são uma pedopsiquiatra que faz 30 horas e outra que faz 15. É claramente insuficiente. Nos Centros de Saúde há uma grande carência de médicos de família.

Há dados sobre que percentagem da população portuguesa sofre de PHDA? 
De acordo com estatísticas internacionais temos 1% da população com PHDA diagnosticada, entre crianças e adultos. Já é muita gente. Claro que nem todos são casos graves. Há casos que não será necessário tratar e outros em que não tratar é negligência. Há, por certo, mais casos que não estão diagnosticados.

Pelas experiências que conhece, há ainda muitas dificuldades de inserção na sociedade por parte de indivíduos com PHDA? 
Há, porque o nosso estilo de vida é cada vez mais urbano, sedentário e o lado intelectual é cada vez mais valorizado. Hoje em dia, trabalhar com as mãos é visto como uma profissão de menos valia. Todo o trabalho manual, que ia ao encontro de pessoas com menos capacidade de atenção, tem-se vindo a perder e isso prejudica essas pessoas.

A autoestima é algo que, referem os estudos, é seriamente afetado nas pessoas com PHDA. Que reflexos se observam no dia a dia? 
Dificulta a qualidade de vida das pessoas. Primeiro, as pessoas não sabem o que se passa com elas. Questionam-se porque são diferentes. Porque é que os outros conseguem e elas não. É diferente de uma pessoa saber que não consegue porque tem determinado problema. É a diferença entre a pessoa ser o problema e ter o problema. Perceber que não é um problema, mas sim que tem um problema, muda muito a autoestima.

O que é necessário fazer? 
É necessário trabalhar as mentalidades a começar pelas mentalidades dos pais porque até eles perceberem que o filho tem um problema questionam-se sobre o que estão a fazer mal, onde falham e porque não conseguem que a criança tenha bem-estar. Há muitas obrigações em casa em que estas crianças têm dificuldade em cumprir. Antigamente recorria-se à violência e aos castigos. Acabava por funcionar, mas com um grau de infelicidade e violência muito grande, dando lugar a adultos infelizes e com baixa autoestima.

Que conselhos se podem deixar aos pais e aqueles que lidam diretamente com as crianças para se poder enfrentar este problema? 
Devemos dirigir-nos a quem contacta mais com as crianças. Pais, professores e profissionais de saúde envolvidos na saúde escolar.

Têm que se interrogar sobre o que se está a passar com a criança. Há a tendência para pensar que a criança não se está a ajustar porque é mandriona ou mal comportada. Mas se a criança tem realmente dificuldades de atenção, de relaxar o seu corpo, não é um problema que dependa da vontade dela ou dos pais mas sim qualquer coisa inata nela. Nessa altura temos que procurar a resposta. Hoje, os pais têm falta de tempo, vivemos numa sociedade acelerada em que não temos tempo para sermos os “bons” pais e facilmente se sentem culpabilizados pelo que se está a passar com a criança.

Fonte: O Mirante

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