sábado, 18 de julho de 2015

Hiperactividade… Ciência versus Facebook…

De acordo com os dados do Infarmed, houve um aumento na prescrição de metilfenidato (Concerta®, Ritalina®) para o dobro, entre 2010 e 2014. Podem existir várias explicações para isto, desde um exagero de prescrições até um melhor diagnóstico e medicação de crianças e jovens que necessitavam do medicamento e não o estavam a tomar. Por outro lado, os problemas de dispersão, falta de concentração e atenção e hiperactividade são mais bem conhecidos e isso pode justificar o aumento.
Todavia, os números não falam; as pessoas é que os interpretam, e tudo o que seja tirar ilações do facto de a prescrição ter aumentado é especulativo. O que se sabe, sim, é que embora haja crianças medicadas que não precisavam de o ser, é maior o número das que precisam e não estão medicadas e, das que estão, a esmagadora maioria colhe benefícios. A destruição da ideia de medicar, como vemos no que designo por “cultura de Facebook”, pode arruinar a vida de muitas crianças e isso é feito diariamente, de forma leviana.
Recomenda-se este tipo de fármacos nas situações em que há uma perturbação da concentração e atenção – o que ocorre sobretudo nos rapazes – que afecta a vida das crianças de forma significativa, para lá dos casos de cansaço, má gestão dos estímulos artificiais que desviam a atenção ou irrequietude natural das crianças e jovens, sobretudo do sexo masculino. Nem tudo o que mexe é hiperactivo, nem todos os que sonham têm défice de atenção!
As crianças, vivendo num mundo “entre quatro paredes”, precisam de se expandir, de se mexer. No entanto, a incapacidade de concentração num estímulo, sobretudo abstracto, desviando-se para “qualquer mosca que passe”, faz com que a criança retire muito pouco das aulas, se mexa constantemente, se sinta mais distante do “filme” que está a passar na sala de aula e invente outras coisas, mexendo-se, perturbe os outros e se comporte de modo hiperactivo, sendo disruptiva para a aula e prejudicando gravemente o seu próprio processo de aprendizagem.
Finalmente, estar constantemente a ser admoestado e posto de castigo e ver as notas aquém do que deseja (para dar um exemplo, a impulsividade faz ler apenas metade do cabeçalho e começar logo a responder, esquecendo o resto e tendo a pergunta incompleta apesar de saber a matéria) diminuem a auto-estima, causam tristeza e geram problemas acrescidos, sociais e psicológicos.
Só pode ser arrogante relativamente a esta forma terapêutica quem nunca foi o “patinho feio” ou o “palhaço” da turma, sentindo que pode ser mais e que fica aquém, como no poema de Mário de Sá-Carneiro.
Os benefícios da terapêutica, que pode ser instituída por um pediatra ou neuropediatra, mas que não necessita obrigatoriamente de ser baseada em doses e doses de testes e exames, são tal e qual umas muletas para quem tem uma perna engessada: ajudar o processo de aprendizagem e permitir à criança o desenvolvimento das suas capacidades.
O argumento dos detractores de que “é um químico” é anedótico porque o cérebro funciona, exactamente, com mediadores químicos, e nos casos de hiperactividade e défice de atenção, dispersão e impulsividade, esse mediador está em falta. Com o crescimento, o cérebro arranjará outras formas de funcionamento e não é precisa medicação para a vida toda, como alguns dizem. Além disso, é boa prática as crianças interromperem a medicação nas férias lectivas; a ideia de que se fica “preso a uma droga” é mais um dos mitos urbanos veiculados na internet.
Quanto a contra-indicações, nas redes sociais há pessoas que gostam muito de dizer que “é veneno”, “um perigo” e “não serve para nada”… dá vontade de rir. Leiam a bula do ibuprofeno ou do paracetamol, que dão aos vossos filhos, ou a de qualquer medicamento, e verão a “galeria de horrores” – os efeitos colaterais são raros e, salvo excepções, resumem-se a duas semanas de perda de apetite ou de acordar durante a noite, mas são situações transitórias. Aliás, como qualquer medicamento, se o utente apresentar sintomas, o médico suspenderá a terapêutica… isso acontece com antibióticos ou com anti-histamínicos… ou com tudo!
O metilfenidato não dá “superpoderes” à criança… apenas faz render melhor as suas capacidades naturais. Ninguém fica engenheiro, pianista ou escritor com o medicamento se não tiver esses talentos, mas pode nunca vir a ser engenheiro, escritor ou pianista, tendo esses talentos, por não conseguir estudar e concentrar-se, e andar toda a escolaridade a saltitar de “mosca para mosca”, irritando os professores, enervando os pais e diminuindo a sua auto-estima. E se pensássemos numa coisa chamada ciência? Talvez valha mais do que o diz-que-diz das redes sociais...
Fonte: www.ionline.pt, Mário Cordeiro (2015).

Alunos com currículo específico individual vão ter atestado para entrada no mercado de trabalho

Os alunos, com 15 ou mais anos de idade e com currículo específico individual (CEI) que concluírem a escolaridade obrigatória obterão uma certificação que atesta os conhecimentos e capacidades adquiridas, para efeitos de admissão no mercado de trabalho, estabelece uma portaria do Ministério da Educação que acaba de ser publicada no Diário da República. O diploma fixa as regras a observar para aqueles alunos que estejam “em processo de transição para a vida pós-escolar”.

A portaria “vem garantir que a escola consiga promover a formação mais adequada aos alunos no período de transição que precede o final do seu percurso escolar”, refere um comunicado do Ministério da Educação, e “passará a competir à escola definir as cargas curriculares de forma a conseguir adaptá-las à especificidade de cada um destes alunos, bem como articular com os parceiros da comunidade no sentido de diversificar os apoios e atividades necessários para que os alunos desenvolvam as suas capacidades”.

A organização dos planos individuais de transição (PIT) de alunos com CEI, prossegue o comunicado, “visa a consolidação e melhoria das capacidades pessoais, sociais e laborais, na perspetiva de uma vida adulta autónoma e com qualidade”. O PIT “será elaborado em colaboração com os encarregados de educação e representantes das organizações da comunidade que vão ser implicados na vida e no percurso do aluno” e “vai focalizar-se na identificação de atividades ocupacionais adequadas aos seus interesses e capacidades, nomeadamente na aprendizagem da realização de tarefas que lhe são atribuídas, na utilização de dispositivos eletrónicos, de serviços públicos da comunidade, entre outros”.

No “decurso da implementação do plano” os alunos com CEI “poderão ter experiências laborais em instituições da comunidade, empresas, serviços públicos ou outras organizações a identificar pela escola que podem ter o apoio de Centros de Recursos para a Inclusão”. Os alunos abrangidos pelo CEI, diz ainda o Ministério, “vão frequentar a turma que melhor se adequa às suas necessidades e capacidades, e a carga horária não poderá ser inferior à prevista, na escola, para o nível de ensino que o aluno frequenta”. Neste âmbito, “caberá à escola definir os tempos de cada uma das componentes da matriz curricular orientadora”.

O currículo destes alunos deve, “nos três anos que antecedem a idade limite da escolaridade obrigatória, incluir programas específicos de transição e treino vocacional que os prepare para que no futuro, depois de saírem da escola, sejam membros independentes e ativos das respetivas comunidades”. Tendo em conta a especificidade das atividades a promover com os alunos com PIT, “será desenvolvido progressivamente um programa de formação para os docentes com perfil adequado ao trabalho a desenvolver”, acrescenta a portaria. O documento “aplica-se a partir do próximo ano letivo”.

ABC Discover Português (Descobre o ABC Português)

ABC Discovery, ou Descobre o ABC, é uma app educativa portuguesa, cujo objetivo é que as crianças conheçam e aprendam a escrever as letras do abecedário.

É uma forma divertida para que, crianças dos 4 aos 6 anos, aprendam a desenhar as letras. As crianças têm que desenhar as letras do abecedário e ajudar o Capitão Letrinhas e encontrar as peças do tesouro.

Objetivos educacionais/lúdicos do Jogo:
  • Apanhar as moedas no mapa;
  • Abrir todas as peças do tesouro que descobrir;
  • Completar todas as letras do mapa;
  • A criança a jogar este jogo desenvolve pequenos objetivos educacionais;
  • Conhecer o nome e som das letras do Alfabeto;
  • Aprender a desenhar as letras;
  • Desenvolver o interesse pela escrita;
  • Desenvolver a coordenação óculo-manual;
  • Desenvolver a motricidade fina.
Aqui fica um vídeo demonstrativo do Descobre o ABC:


Para pais/educadores, o jogo disponibiliza ainda um inovador sistema de estatísticas que lhes permite saber como tem sido a evolução do desenho de cada uma das letras. Assim será mais fácil saber onde é que a criança tem mais dificuldades.
O jogo foi-nos enviado pelo leitor João Luís, e foi desenvolvido pela equipa KiddyStep.
Já escrevemos no Pplware Kids sobre esta app, ver aqui.
Licença: Versão Paga e Versão Gratuita
Sistemas Operativos: Android 2.1+ | iOS 3.2+ | Windows 8.1+
Download da versão PAGA: Android | iOS | Windows
Download da versão GRATUITA: Android | iOS | Windows
Homepage: KiddyStep
Fonte: http://pplware.sapo.pt/

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Saiba porque existem crianças sobredotadas que, ao mesmo tempo, têm áreas com baixo desenvolvimento

Algumas crianças revelam níveis heterogéneos de desenvolvimento. A sua evolução cognitiva, verbal e lógica processa-se de forma diferente, por exemplo, da evolução psicomotora. Por vezes, reúnem conhecimentos inesperados para a sua idade em domínios como matemática, astronomia, física, história, ou outros, mas revelam dificuldades de orientação no espaço e no tempo ou de controlo e destreza motora fina.

Helena Serra
As dificuldades acima referidas vão refletir-se nas tarefas que exijam habilidades manuais ou impliquem alguma precisão. Usualmente, tais dificuldades espelham-se nos seus traçados grafomotores, apresentando uma escrita alterada, com letra mal delineada, irregular, desarmónica.
O nível psicomotor das crianças com capacidades excecionais está mais ligado à sua idade cronológica do que à sua idade mental. Os pais e os professores inquietam-se, porque a criança não aceita as tarefas que poderiam desenvolver tais competências, continuando a agravar-se o problema.

«Ser sobredotado não significa necessariamente ter mais sucesso, ser mais feliz, saudável, socialmente ajustado ou mais seguro.»

Em algumas crianças, o desnível revela-se entre as competências cognitivas e a maturidade afetiva, entre inteligência e afetividade. Esta vertente vem realçar a interferência da inteligência brilhante nas necessidades afetivas, podendo a criança adotar um dado comportamento para esconder a sua imaturidade.

Isto é, ao mesmo tempo que a inteligência lhe permite captar uma vasta quantidade de informações acerca de tudo o que a rodeia, ela tenta esconder vivências muito próprias, como a ansiedade e os medos, podendo comprometer o seu equilíbrio psicológico. Pode mesmo fazer emergir comportamentos de padrão neurótico que os adultos têm dificuldade em aceitar. Daí que, em jeito de advertência, seja importante permitir à criança expressar os seus interesses e os seus prazeres, os seus desgostos, as suas vergonhas, as suas fúrias. E importa tambémdeixá-la vencer dificuldades para que possa desejar vencer, lutar, falhar, afirmar-se. Se não puder equivocar-se, se não puder desejar, vai naufragar em aborrecimento, e o aborrecimento é uma forma de depressão na criança.

Também no domínio social, o desfasamento pode tornar-se evidente, considerando a diferença entre a rapidez do desenvolvimento mental da criança com capacidade natural superior e a celeridade média das outras crianças, as quais, por isso mesmo, seguem um percurso escolar estandardizado.

Ora, neste processo padronizado, as necessidades e características destas crianças são esquecidas e é isso que leva a criança a tornar-se cada vez mais desinteressada e distraída, pois o ambiente oferece-lhe uma escassa ou nula estimulação de interesses.

Pode evidenciar-se aqui um comportamento peculiar da criança, designado por efeito Evereste, isto é, enquanto se mantém interessada nas atividades escolares, tem tendência a concentrar-se no que é mais complexo e difícil, não dando importância, ou mesmo falhando, nas atividades mais simples.

Neste âmbito, a criança constrói a ideia de que o sistema escolar apenas lhe exige e oferece um saber mínimo, o que representa um abalo na sua curiosidade e, consequentemente, nas suas potencialidades intelectuais.

Este aspeto social de falta de sincronia também está patente no seio familiar e no grupo de pares, porque, em geral, quer os pais quer as outras crianças esperam dela uma atuação correspondente à sua idade real.

Para os pais, torna-se difícil compreender a especificidade do comportamento do seu filho e conseguir ter, ao mesmo tempo, um diálogo que corresponda ao nível intelectual da criança e a um mesmo tempo ao seu nível de evolução afetiva. Isto agudiza-se num contexto familiar mais debilitado, do ponto de vista cultural ou socioafetivo. Não compreender a criança é prejudicial, mas o facto de a criança se aperceber de que os seus pais não a conseguem compreender, é muito pior.

Na relação com os pares revela-se também o desfasamento, porque a criança tende a procurar estabelecer relações com colegas mais velhos, com quem possa manter um diálogo mais interessante sobre diversos assuntos. Todavia, contrariamente, quando se tratam de jogos desportivos – dimensão física –, a tendência é para interagir com colegas da mesma idade ou mais novos.

Importa referir que, em estudos efetuados recentemente em escolas básicas portuguesas, se comprovou o contributo positivo das interações entre as crianças com capacidades elevadas, concluindo-se que o desinteresse aumenta pelo facto de não haver outras crianças com potencialidades idênticas na mesma sala de aula.
Em suma, embora não necessariamente, em alguns casos de alunos com capacidades elevadas podem surgir problemas emocionais: sub-rendimento académico, isolamento social, depressão, entre outros, o que confere sentido à afirmação “ser sobredotado não significa necessariamente ter mais sucesso, ser mais feliz, saudável, socialmente ajustado ou mais seguro”.

Helena Serra
Investigadora em Educação Especial e professora-coordenadora jubilada da ESE de Paula Franssinetti. É doutorada em Estudos da Criança / Educação Especial pela Universidade do Minho e tem o Curso de Formação em Sobredotação pelo World Council for Gifted and Talented Children. É autora de numerosos artigos e livros na área da Educação Especial e tem dedicado a sua vida à compreensão da dislexia e da sobredotação. Foi agraciada com o Grau de Comendadora da Ordem da Instrução Pública, em 2005

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segunda-feira, 13 de julho de 2015

CURRICULO DE ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAS PASSA A INCLUIR TREINO VOCACIONAL

As escolas devem incluir programas específicos de treino vocacional nos currículos dos alunos com necessidades educativas especiais, três anos antes de atingirem a idade limite da escolaridade obrigatória, determina uma portaria do Ministério da Educação publicada no domingo.
A medida destina-se às crianças com Currículo Específico Individual (CEI) e visa regular o ensino de alunos com 15 ou mais anos de idade, no sentido de assegurar a transição para a vida pós-escolar.
A escola deve, assim, “incluir programas específicos de transição e treino vocacional que os prepare para, depois de saírem da escola, serem membros independentes e ativos das respetivas comunidades”, lê-se no diploma.
Em comunicado emitido no domingo à noite, o Ministério da Educação explicou que passará a competir à escola definir as cargas curriculares de forma a conseguir adaptá-las à especificidade de cada um destes alunos, bem como “articular com os parceiros da comunidade no sentido de diversificar os apoios e atividades necessários para que os alunos desenvolvam as suas capacidades”.
No decurso da concretização do plano os alunos “poderão ter experiências laborais em instituições da comunidade, empresas, serviços públicos ou outras organizações a identificar pela escola que podem ter o apoio de Centros de Recursos para a Inclusão”.
A organização dos planos individuais de transição (PIT), visa “a consolidação e melhoria das capacidades pessoais, sociais e laborais, na perspetiva de uma vida adulta autónoma e com qualidade”, segundo o documento.
Este plano será elaborado “em colaboração com os encarregados de educação e representantes das organizações da comunidade que vão ser implicados na vida e no percurso do aluno”.
Vai focalizar-se na identificação de atividades ocupacionais “adequadas aos seus interesses e capacidades”, nomeadamente na aprendizagem de tarefas que lhe são atribuídas, na utilização de dispositivos eletrónicos, de serviços públicos da comunidade, entre outros.
Caberá à escola definir os tempos de cada uma das componentes da matriz curricular orientadora.
O ministério adianta que, tendo em conta a especificidade das atividades que os professores devem promover com os alunos, será desenvolvido progressivamente um programa de formação para os docentes “com perfil adequado ao trabalho a desenvolver”.
Fonte: http://lifestyle.sapo.pt/ 

APP Animalis

Animalis é um jogo educativo que ajuda o seu filho a reconhecer os animais e a descobrir o som que estes fazem de forma fácil e intuitiva. Uma app muito útil e colorida para as crianças durante a infância ou mesmo para trabalhar com crianças com dificuldades de aprendizagem.

Como funciona:
1. No cenário do jogo é pedido para encontrar um animal 
2. É apresentado o som que o animal faz 
3. A criança tem que acertar no animal correto da lista apresentada
4. Abane (Shake) para descobrir novo animal


Veja o vídeo:


 O jogo é da autoria do leitor Artur Murteira, é gratuito e podem encontrá-lo no Google Play.
Licença: Gratuito
Sistemas Operativos: Android 2.2+
Download: Animalis
Fonte: http://pplware.sapo.pt/

Samsung's 'Look at Me' app teaches autistic children to communicate

LOOK AT ME

A Samsung lançou um novo aplicativo destinado a crianças autistas: o “Look At Me”.

Este aplicativo foi desenvolvido com o objetivo de ajudar crianças com autismo e as famílias a aprofundarem as relações e a melhorar a interação com o mundo que os rodeia.



Para baixar e instalar a APP, clique AQUI

APP MY VOICE

APP desenvolvida por Jorge Brandão, formador que tive a oportunidade de conhecer aquando da mais recente formação no âmbito das TIC na Educação Especial.

DESCRIÇÃO:

MY Voice é uma aplicação móvel para crianças com dificuldades de comunicação.
Esta App, simples e minimalista, foi desenvolvida com o objetivo de permitir a crianças com dificuldades em comunicar, expressarem as suas necessidades principais a pais, cuidadores e outros, de uma forma inovadora e funcional, através de dispositivos móveis.

AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS SÃO:
INTUITIVA:
Simples e minimalista, de modo a que a criança aprenda a lidar com esta App de uma forma intuitiva.

GRATUITA:
De modo a que qualquer criança possa ter acesso a esta App sem qualquer custo.

COMPATÍVEL:
Desenvolvida para a plataforma móvel mais usada, sendo compatível com mais de 5.000 dispositivos.

PORTÁTIL:
Pode ser usada a qualquer hora e em qualquer lugar, com ou sem ligação à Internet.

Com esta App a criança poderá manifestar até 16 necessidades: Afetivas, conforto, emocionais e fisiológicas.

3 MODOS DE FUNCIONAMENTO:
MODO VOZ
Através de um clique, no ícone com a necessidade pretendida, será reproduzida uma voz com o som associado.

MODO SMS
Sempre que clicar no ícone pretendido será enviada uma SMS com a necessidade específica ao número selecionado.

MODO SOS
Ativando o modo SOS, sempre que o telemóvel for agitado, será emitido um alarme e enviada uma SMS ao número selecionado.

Saiba mais em: www.m-voice.org

Para baixar a APP, clique AQUI

APP LIVOX

Aplicação que permite a comunicação entre pais e filhos (ex: com Paralisia Cerebral).

DOWNLOAD: http://www.livox.com.br/


Veja o vídeo:

domingo, 12 de julho de 2015

Equitação Terapêutica é cada vez mais procurada para tratamentos e terapias

O Centro Hípico de Braga tem sido cada vez mais procurado devido aos tratamentos que se podem encontrar através da equitação terapêutica. Muitas pessoas têm vindo a substituir um consultório pela terapia com cavalos, pois apesar de ser mais divertido o contacto com este animal, os seus resultados têm sido bastante positivos.
Margarida Figueiredo, psicóloga do Centro Hípico de Braga, referiu que ao utilizar o cavalo para as atividades da terapia, este permite dar mais resultados de uma forma diferente dos habituais tratamentos que as pessoas estão acostumadas. “Aqui na equitação terapêutica utilizo o cavalo como meio de atingir objetivos que poderia atingir num consultório ou num gabinete mas com um cavalo torna-se muito mais produtivo e mais engraçado para os meninos ou para os adultos, uma vez que não se torna tão cansativo e por isso faço as mesmas coisas que se faz num gabinete e utilizo atividades, jogos e diversas coisas para atingir os objetivos terapêuticos. “, salientou a psicóloga.
Alexandra Casais, uma das pacientes da Equitação Terapêutica, substituiu os habituais tratamentos pela equitação terapêutica e tem notado muitas melhorias. “Sinto-me muito melhor e sinto-me muito mais segura com os cavalos. Acho que adquiri mais equilíbrio porque tenho um bocado de falta de equilíbrio e os cavalos ajudaram-me muitíssimo. A falta de equilíbrio que eu tenho foi devido a um acidente que eu tive e com os cavalos eu estou a aprender a defender-me dos obstáculos do desequilíbrio.”, frisou.
Alexandra foi atropelada quando tinha apenas 12 anos, onde ficou em coma profundo durante um mês. A sua mãe, Rosa Casais, tem vindo a procurar novos tratamentos ao longo dos anos e confirma que os resultados têm sido notórios com a equitação terapêutica. “A evolução tem sido notória. Ao primeira pensei que fosse impressão minha mas as pessoas que conhecem a Alexandra têm vindo ter comigo e dizer-me ‘A Alexandrinha está melhor!’ A Alexandra tem outra posição e afinal sempre é verdade daquilo que eu penso.”, disse a mãe da Alexandra.
Para além de tratamentos medicinais, a equitação terapêutica também permite ajudar crianças com dificuldades de aprendizagem. Margarida Torres, criança com oito anos, também tem vindo a efetuar esta terapia onde a sua mãe, Cristiana Gonçalves, frisou que esta permite ajudá-la para combater o défice de atenção que dificulta o acompanhamento escolar. “A Margarida é uma menina normal de 8 anos e tem algum défice de atenção que dificulta a aprendizagem na escola e vem para a equitação exatamente para colmatar algumas dificuldades. O que se trabalha aqui são as competências a nível do primeiro ciclo e como tal, acaba por ser um auxiliar para a escola.”, concluiu a mãe.
A equitação terapêutica tem vindo a registar um aumento significativo de pessoas que procuram esta terapia, que melhora o equilíbrio e a coordenação exigindo um empenhamento ativo do cavalo. É uma experiência que promove a auto-disciplina, melhora a auto-imagem e a condição física em geral.


Fonte: Braga TV, por INCLUSO

SÍNDROME X-FRÁGIL

Conhecida também como síndrome de Martin-Bell,  descrito em 1943, a Síndrome do X-Frágil é uma doença genética associada ao cromossoma X, causada por uma mutação (alteração na estrutura do DNA) num gene conhecido como FMR1 que foi identificado em 1991. Esta mutação sendo ampla, mutação completa, leva a que o gene deixe de funcionar, impossibilitando a produção da proteína FMRP.

 
A gravidade do défice cognitivo das crianças com SXF é correlacionável com o nível de proteína que este gene ainda consegue produzir. 

Alguns indivíduos são apenas portadores: possuem unicamente um pequeno defeito no gene FMR1, conhecido como pré-mutação, não apresentando os sintomas característicos da Síndrome do X-Frágil.

Para saber mais sobre esta Síndrome, clique em APSXF (Associação Portuguesa da Síndrome do X-Frágil)

Regras da Sala de Aula - Colorir


sábado, 11 de julho de 2015

O iPad na sala de aula - ideias para desenvolver

A utilização dos Tablets e outros dispositivos móveis na Educação!


Portaria n.º 201-C/2015

Veja AQUI a Portaria
A Portaria n.º 201-C/2015 revoga a Portaria n.º 275-A/2012 e regula o ensino de alunos com 15 ou mais anos de idade, com currículo específico individual (CEI), em processo de transição para a vida pós-escolar, e aplica-se à organização dos planos individuais de transição (PIT) de alunos com CEI, visando a consolidação e melhoria das capacidades pessoais, sociais e laborais, na perspetiva de uma vida adulta autónoma e com qualidade.

Do preâmbulo do normativo, destaca-se que o currículo dos alunos com necessidades educativas especiais que frequentam a escolaridade com CEI deve, nos três anos que antecedem a idade limite da escolaridade obrigatória, incluir programas específicos de transição e treino vocacional que os prepare para, depois de saírem da escola, serem membros independentes e ativos das respetivas comunidades.

Tendo em conta a especificidade das atividades a promover com os alunos com PIT, será desenvolvido progressivamente um programa de formação para os docentes com perfil adequado ao trabalho a desenvolver no âmbito da presente portaria.

Estes alunos alunos integram turmas do ano de escolaridade que frequentam, designadamente aquela que melhor se adequa às suas necessidades e capacidades, não podendo ser rejeitada a sua inscrição ou matrícula em função da natureza do percurso curricular ou formativo da turma.

O CEI engloba os seguintes conteúdos: 
a) Componentes do currículo; 
b) Objetivos para cada componente do currículo; 
c) Plano de ensino, tanto nos momentos em que integram a turma como nos que integram pequenos grupos; 
d) Contexto natural de vida; 
e) Suportes a mobilizar; 
f) Plano de avaliação da aprendizagem.

O CEI tem por base a matriz curricular orientadora que se apresenta abaixo (Anexo), sem prejuízo da possibilidade de se procederem a adaptações devidamente fundamentadas tendo em conta as necessidade específicas do aluno, designadamente a introdução de outras componentes e objetivos considerados relevantes.

A carga horária do CEI não poderá ser inferior à prevista, na escola, para o nível de ensino que o aluno frequenta, cabendo à escola definir os tempos de cada uma das componentes da matriz curricular orientadora.

O estabelecimento de metas diferenciadas e o ensino de componentes curriculares específicas não invalida que, sempre que possível, o aluno participe em disciplinas do currículo comum e nas diferentes atividades desenvolvidas pela escola para o conjunto dos seus alunos. A seleção das componentes do CEI e a definição de objetivos, de estratégias de operacionalização e de avaliação devem sempre orientar-se para uma máxima utilização das capacidades do aluno, conjugando expectativas e potencialidades pessoais, familiares, escolares e sociais.

Três anos antes da idade limite da escolaridade obrigatória, o CEI inclui obrigatoriamente um PIT. Este pode incluir incluir treino laboral no local de trabalho, esquemas de emprego apoiado, atividades de vida autónoma e de participação na comunidade.

O PIT para os jovens cujas capacidades lhes limitem o exercício de uma atividade profissional no futuro, deve focalizar-se na identificação de atividades ocupacionais adequadas aos seus interesses e capacidades.

No decurso da implementação do PIT os alunos devem ter experiências laborais em instituições da comunidade, empresas, serviços públicos ou outras organizações a identificar pela escola. 

O aluno que conclui a escolaridade obrigatória obtém uma certificação que atesta os conhecimentos, capacidades e competências adquiridas, para efeitos de admissão no mercado de trabalho. Este certificado deve conter informação útil, designadamente identificação da área de formação laboral, local e período de duração do(s) estágio(s), bem como as competências sociais e laborais adquiridas, entre outra informação relevante para o efeito.

As disciplinas da formação académica do currículo são distribuídas, preferencialmente, pelos docentes dos grupos de recrutamento respetivo com perfil adequado ao trabalho a desenvolver com os alunos. Compete aos docentes de educação especial a articulação com os restantes docentes, assim como a lecionação de componentes do currículo, sendo esta lecionação considerada na respetiva componente letiva.

Texto in INCLUSO